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quinta-feira, 15 de janeiro de 2026

Kleber Rodrigues se reúne com Allyson Bezerra e sinaliza alinhamento para 2026

O deputado estadual Kleber Rodrigues se reuniu nesta quarta-feira (14) com o pré-candidato ao Governo do RN, Allyson Bezerra. No encontro, os dois conversaram sobre cenário político, prioridades para o Estado e a construção de uma agenda conjunta para o desenvolvimento do Rio Grande do Norte. O ex-senador José Agripino, Presidente da Federação União/PP, enalteceu a chegada do Deputado Kleber. A vice-prefeita de Macaiba, Raquel Rodrigues, participou do encontro.

Com uma base consolidada e presença em todas as regiões, o deputado Kleber Rodrigues é uma das lideranças mais influentes do interior, reunindo apoio político de prefeitos, vices, ex-prefeitos, vereadores e lideranças que acompanham seu mandato.

Kleber caminhará ao lado de Allyson Bezerra na disputa de 2026. Ele já havia anunciado também que irá filiar ao PP, partido integrante da federação que conta também com o União Brasil.

A decisão foi tomada após o deputado ouvir sua base política e optar por um projeto de desenvolvimento para o estado.

Flávio cresce nas pesquisas e força Centrão a recalcular rota para 2026

Pouco mais de um mês após lançar a pré-candidatura ao Planalto, Flávio Bolsonaro (PL) deixou de ser tratado pelo Centrão como uma jogada tática para blindar Jair Bolsonaro e passou a ser encarado como um nome real na disputa presidencial. O desempenho inicial do senador nas pesquisas surpreendeu dirigentes partidários e esfriou o entusiasmo de siglas que trabalhavam para viabilizar o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), como alternativa da direita.

A escolha de Flávio pelo ex-presidente teve como pano de fundo a preservação do espólio político do bolsonarismo dentro do núcleo familiar, mesmo contrariando o desejo do centro político por um nome mais amplo. Com perfil mais pragmático e oito anos de Senado, o filho “01” superou Michelle Bolsonaro e Eduardo Bolsonaro na disputa interna, mas manteve desconfianças ao admitir publicamente que poderia retirar a candidatura mediante negociações ligadas à pauta da anistia.

A virada ocorreu em dezembro, quando pesquisas passaram a apontar Flávio como o opositor mais competitivo contra Lula em cenários de segundo turno. Levantamentos da Genial/Quaest mostraram o senador à frente de outros nomes da direita, inclusive de Tarcísio, reacendendo o entusiasmo da base bolsonarista e levando o PL a iniciar uma ofensiva para atrair partidos do Centrão.

Apesar do crescimento, lideranças partidárias avaliam que o principal entrave segue sendo a alta rejeição associada ao sobrenome Bolsonaro. Ainda assim, o desempenho nas pesquisas já foi suficiente para mudar o cálculo político do centro, que agora observa com mais cautela se insistirá em uma candidatura alternativa ou se terá de negociar com um bolsonarismo que, mais uma vez, mostra força eleitoral.

Com informações do Metrópoles

quarta-feira, 14 de janeiro de 2026

Banco Master: PF faz buscas em endereços de Daniel Vorcaro e parentes dele

A Polícia Federal deflagrou nesta quarta-feira (14) a segunda fase da operação que investiga um suposto esquema de fraudes financeiras no Banco Master. A ação tem como principais alvos o banqueiro Daniel Vorcaro, dono da instituição, além de endereços ligados a familiares próximos — pai, irmã e cunhado — e ao empresário Nelson Tanure. As ordens foram expedidas pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Ao todo, estão sendo cumpridos 42 mandados de busca e apreensão, além de medidas de sequestro e bloqueio de bens e valores que ultrapassam R$ 5,7 bilhões. As diligências ocorrem em São Paulo, inclusive na região da Avenida Faria Lima, e também nos estados da Bahia, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro. Segundo a PF, a investigação aponta para um esquema de captação de recursos, aplicação em fundos e posterior desvio para o patrimônio pessoal de Vorcaro e parentes.

Durante a operação, o cunhado de Vorcaro, Fabiano Campos Zettel, chegou a ser detido no aeroporto quando tentava embarcar para Dubai, mas foi liberado após os procedimentos. Já Nelson Tanure não foi encontrado em sua residência e acabou localizado no aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro, onde teria o celular apreendido pelos agentes.

A nova fase aprofunda apurações iniciadas em novembro, quando Vorcaro foi preso ao tentar deixar o país em um voo particular, sendo solto dias depois. A PF investiga a venda de títulos de crédito considerados falsos, com CDBs que prometiam rendimentos até 40% acima do mercado. As suspeitas envolvem cifras que podem chegar a R$ 12 bilhões e levaram o Banco Central a decretar a liquidação extrajudicial do Banco Master — decisão que segue sob questionamentos no TCU e envolta em sigilo.

Com informações do G1

Cadu de Lula mira Mossoró enquanto Allyson Bezerra trabalha por um nome de Natal

Vaga de vice na pré-candidatura de Cadu Xavier, o agora chamado Cadu de Lula. Nesse cenário, o PSB saiu na frente e apresentou uma pré-candidata: Larissa Rosado, ex-deputada estadual, presidente da legenda e nome tradicional da política mossoroense.

A leitura é clara nos bastidores. Cadu Xavier quer um vice de Mossoró, buscando reforçar sua presença eleitoral na segunda maior cidade do Estado e dialogar com um eleitorado historicamente estratégico. Do outro lado do tabuleiro, o prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra, que também se movimenta no cenário estadual, trabalha com a lógica inversa: quer um vice de Natal para equilibrar geografia e densidade eleitoral.

No fim das contas, a escolha do vice deixou de ser detalhe e virou peça central do xadrez político. Mossoró e Natal entram em campo, cada uma puxando para seu lado. E assim segue o jogo.

Do Robson Pires

terça-feira, 13 de janeiro de 2026

Trump dá ultimato: 25% de tarifa para quem negociar com Irã

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta segunda-feira (12) que vai aplicar tarifa de 25% em todas as transações com os EUA para qualquer país que faça negócios com o Irã. A medida tem efeito imediato e é irrecorrível, segundo o próprio Trump.

O anúncio vem em meio a uma onda de protestos no Irã, onde a população desafia o regime de Teerã. Ao mesmo tempo, atos pró-governo tentam justificar a repressão violenta que já deixou mais de 600 mortos, de acordo com ONGs internacionais, conforme a Agência Brasil.

Trump não esconde a carta militar na manga. Nos últimos dias, ele repetiu ameaças de intervenção e afirmou que possui “opções muito fortes”, incluindo ação militar, além de manter contato com líderes da oposição iraniana.

A tensão chega no momento em que o Irã tenta se manter no mercado internacional, mas enfrenta resistência dos EUA. Com a tarifa de Trump, países aliados aos americanos terão que escolher entre lucro ou alinhamento estratégico, e o recado é claro: negociar com Teerã vai custar caro.

segunda-feira, 12 de janeiro de 2026

Allyson finge dúvida em eleição que já está polarizada e ainda nega que é candidato

O prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra, tenta vender a ideia de que a eleição para o Governo do Estado não será influenciada pela polarização nacional. Diz que o eleitor quer gestor, não ideologia. O discurso soa bonito, mas passa longe da realidade. A polarização já começou faz tempo e tem nome, sobrenome e carimbo nacional. O PT tratou de deixar isso claro ao batizar seu provável candidato como Cadu de Lula. A partir daí, acabou qualquer conversa de eleição neutra ou descolada do cenário nacional.

Além disso, Allyson também insiste em dizer que ainda não decidiu se será candidato, como se estivesse refletindo calmamente sobre o futuro. Difícil convencer alguém disso. Seu nome aparece em todas as pesquisas para o governo, ele nunca desmentiu, nunca pediu retirada e nunca reclamou de exposição indevida. Pelo contrário, sempre tratou os números com naturalidade. Isso não é postura de quem ainda está em dúvida.

A tal viagem para “descansar e decidir” parece mais encenação do que reflexão. A decisão, na prática, já foi tomada há muito tempo. Falta apenas o anúncio oficial. E quanto à polarização, negar sua existência é fechar os olhos para um fato óbvio: em 2026, com Lula de um lado e a oposição do outro, o Rio Grande do Norte não ficará fora desse embate.

PT já tem nome de consenso para o governo tampão: Francisco do PT

Embora o secretário de Finanças, Cadu de Lula, tenha se colocado à disposição para assumir o Governo do Estado de forma interina com o afastamento da governadora Fátima Bezerra, que pretende disputar o Senado, dentro do PT já existe um nome tratado como consenso. Trata-se do deputado estadual Francisco, líder do governo na Assembleia Legislativa.

Bem relacionado com todas as correntes políticas da Casa e com trânsito fácil entre governo e oposição, Francisco é visto como uma escolha segura para conduzir o Estado durante o mandato tampão. O deputado já comunicou à direção do partido que aceita a missão, caso seu nome seja confirmado, reforçando a articulação interna do PT para evitar disputas e ruídos no processo de sucessão provisória.

sexta-feira, 9 de janeiro de 2026

Duplicação da BR-304 vira promessa eleitoreira no RN

O anúncio da vinda do ministro dos Transportes, Renan Filho, ao Rio Grande do Norte para autorizar o início das obras de duplicação da BR-304 soa mais como peça de marketing político do que como fato concreto. A governadora Fátima Bezerra comemorou nas redes sociais, falou em máquinas na pista e tentou vender a ideia de que, agora, a obra finalmente vai sair.

Mas a realidade do Rio Grande do Norte desmente o discurso. Fátima Bezerra não conseguiu sequer tapar a buraqueira das estradas estaduais, muitas delas em situação caótica, quanto mais entregar uma duplicação de rodovia federal do porte da BR-304. O histórico da gestão não autoriza otimismo.

A duplicação da BR-304 é uma promessa antiga, repetida em quase toda eleição. E, curiosamente, volta à pauta justamente em ano eleitoral. Não é coincidência, é método. Serve para discurso, vídeo em rede social e palanque, mas não convence quem já cansou de ouvir anúncio sem obra.

Basta olhar para a própria história recente do governo. A Reta Tabajara, símbolo máximo da ineficiência e da lentidão, se arrasta há quase 20 anos e atravessa diferentes gestões, incluindo a de Fátima, sem conclusão. Se uma obra menor não sai do lugar, por que acreditar que a duplicação da BR-304 terá destino diferente?

Trump diz que cancelou segundo ataque contra a Venezuela após cooperação

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou nesta sexta-feira (9) que cancelou uma segunda onda de ataques contra a Venezuela, anteriormente prevista, após a cooperação do país sul-americano.

Os EUA e a Venezuela estão trabalhando bem juntos, especialmente no que diz respeito à reconstrução, em uma forma muito maior, melhor e mais moderna, de sua infraestrutura de petróleo e gás”, escreveu Trump em uma publicação na Truth Social. “Devido a essa cooperação, cancelei a segunda onda de ataques anteriormente prevista, que parece não ser necessária”, continuou o presidente.

Porém, ele afirmou que os navios anteriormente enviados para a região continuarão perto do país por “questões de segurança”.

Pelo menos 100 bilhões de dólares serão investidos pelas grandes empresas petrolíferas, com as quais me reunirei hoje na Casa Branca”, completou Trump

CNN

quinta-feira, 8 de janeiro de 2026

Fátima Bezerra veta lei que garantia repasses regulares de ICMS, IPVA e Fundeb aos municípios

A governadora do Rio Grande do Norte, Fátima Bezerra, vetou integralmente o Projeto de Lei nº 632/2025, aprovado por unanimidade pela Assembleia Legislativa, que estabelecia novos critérios e prazos para o repasse automático de recursos como ICMS, IPVA e Fundeb às prefeituras potiguares.

A proposta, de autoria do deputado estadual Gustavo Carvalho (PL), tinha como objetivo corrigir atrasos recorrentes e dar maior previsibilidade financeira aos municípios, sem gerar impacto extra nas contas do Estado. Entre os pontos centrais, o texto previa repasses diários do IPVA, transferências semanais do ICMS e regras mais claras para a distribuição do Fundeb, além de ampliar a transparência sobre a arrecadação estadual.

Durante a tramitação, deputados classificaram o projeto como um avanço histórico para o fortalecimento do municipalismo no Rio Grande do Norte, especialmente para cidades que enfrentam dificuldades de caixa em razão da irregularidade nos repasses.

O veto do governo, no entanto, foi fundamentado em entendimento jurídico. O Executivo sustenta que a matéria invade competência exclusiva do governador ao tratar da execução financeira e administrativa do Estado, caracterizando vício de iniciativa e afronta ao princípio da separação dos poderes.

Com o veto, o projeto retorna agora à Assembleia Legislativa, que poderá decidir pela manutenção ou derrubada da decisão da governadora. Caso os deputados rejeitem o veto, a lei poderá ser promulgada pelo próprio Legislativo, abrindo espaço para uma possível judicialização. O cenário aponta para mais um embate entre o Governo do Estado e o Parlamento, tendo como pano de fundo a defesa dos interesses dos municípios potiguares.

Michelle Bolsonaro: “Vai ter sangue nas mãos de Moraes e Gonet”

A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) criticou o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, e o procurador-geral da República, Paulo Gonet. Ela disse a jornalistas, nesta terça-feira (6), que “vai ter sangue de inocente nas mãos do excelentíssimo ministro [Alexandre de Moraes] e do [procurador-geral da República Paulo] Gonet”.

A fala ocorreu após o ministro solicitar esclarecimentos adicionais antes de liberar a ida de Bolsonaro para um hospital. Por fim, nesta quarta-feira (7), o magistrado deu aval para a transferência do ex-presidente para o Hospital DF Star, em Brasília (DF).

De acordo com Michelle, Bolsonaro é “negligenciado e torturado” por estar “em um quarto trancado que só pode ser aberto quando ele tem que tomar medicação”. As informações são do Poder360.

– Ele está sendo negligenciado. Ele está sendo torturado porque está num quarto trancado, que só pode ser aberto quando ele toma medicação. (…) Eu peço a Deus para proteger ele e livrar ele de todo mal. Mas é uma mancha para a instituição se acontecer alguma coisa com o meu marido – falou a ex-primeira-dama.

Pleno News

quarta-feira, 7 de janeiro de 2026

Reitores do Nordeste assinam manifesto contra cortes no orçamento

Os reitores das universidades federais da região Nordeste assinaram um manifesto contra os cortes no orçamento. Pelo Rio Grande do Norte, assinaram o documento os reitores da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) e da Universidade Federa Rural do Semi-Árido (Ufersa).

Na UFRN, o corte chega a ser de 7,18%, o equivalente a R$14.738.445,00, com o orçamento passando de R$ 205.141.094,00 para R$ 190.402.649,00. Já na Ufersa, o corte deverá ter um impacto de cerca de R$ 5 milhões, com ênfase na Assistência Estudantil, que deverá receber corte na casa dos 800 mil reais.

Ao todo, as universidades federais em todo o Brasil sofrerão em 2026 um corte de R$ 488 milhões em seus orçamentos, segundo a Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes).

Inicialmente, a Lei Orçamentária Anual (LOA) aprovada pelo Congresso Nacional previa R$ 6,89 bilhões para as 69 universidades federais, um valor que já era considerado crítico. Porém, o projeto aprovado pelo Congresso baixou a verba para R$ 6,43 bilhões em 2026.

Na nota, os reitores repudiam o corte de quase R$ 500 milhões e explicam que a restrição do orçamento vai comprometer o acesso à universidade pública e de qualidade, que garantiu o reposicionamento da região no cenário nacional através de um desenvolvimento consistente e sustentável.

Chapão de deputados estaduais projetado pelo MDB para dominar a Assembleia está esvaziado

Quando a sucessão de 2026 começou a ganhar forma, o vice-governador Walter Alves foi rápido em tornar públicas suas metas: assumiria o Governo, não seria candidato à reeleição, priorizaria a formação de uma bancada forte na Assembleia Legislativa, com chances reais de assegurar a presidência da Casa, e ainda trabalharia para eleger dois deputados federais.

Naquele momento, as projeções para a nominata de deputado estadual indicavam um MDB muito competitivo, com chances de eleger oito ou até nove parlamentares. A lista contaria com Ezequiel, Kléber, Ivanilson, Galeno, Ubaldo, Eudiane, Hermano, Nélter, Bernardo e Galeno. Nada menos que dez deputados de mandato, todos no MDB. Um verdadeiro chapão.

O tempo passou e os planos mudaram. Walter Alves não quer mais assumir o Governo e decidiu, ele próprio, disputar uma vaga de deputado estadual.

Ivanilson e Ubaldo, que chegaram a anunciar publicamente filiação ao MDB, desistiram. Bernardo se acertou com o PV. Galeno, Nélter e Kléber avançaram nas negociações com o PP. Eudiane e Hermano devem permanecer no PV. A debandada foi generalizada, restando no MDB apenas Walter e Ezequiel.

É nesse contexto que se compreende a declaração do deputado João Maia, quando afirmou que o combinado seria ajudar o MDB a formar uma nominata.

Do chapão ao esvaziamento quase completo. Esse foi o resultado direto da mudança de planos do vice-governador Walter Alves. Para um partido cujo discurso recorrente era de que a prioridade em 2026 seria montar uma grande bancada na Assembleia e eleger dois deputados federais, os fatos mostram que o roteiro está longe de seguir o plano original.

Neto Queiroz

Após críticas, Planalto manda Lula silenciar sobre Venezuela e recuar de Maduro

Pesquisas internas do Palácio do Planalto acenderam o alerta: a verborragia de Lula voltou a causar desgaste político e reacendeu a associação do petista à ditadura de Nicolás Maduro. A avaliação é que o presidente errou ao tratar do tema e que sua fala reforçou a imagem de avalista do regime venezuelano. Diante disso, a ordem no governo passou a ser clara: nada de defender Maduro e, de preferência, evitar qualquer comentário sobre a Venezuela.

Nos bastidores, auxiliares correram para tentar estancar o estrago, reforçando que o governo brasileiro não reconheceu a eleição venezuelana e que Maduro é, sim, um ditador. Lula foi aconselhado a se distanciar publicamente do regime e a reduzir drasticamente o tom, numa tentativa de conter a exploração política do tema pela oposição.

A fala do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, caiu como uma bomba no Planalto. Ao criticar a omissão de Lula e associá-lo à perpetuação da ditadura venezuelana, Tarcísio acertou em cheio um ponto sensível do governo, ampliando o desconforto interno e o receio de novos desgastes.

Com o fim do recesso e o retorno de Lula a Brasília, cresceu o temor de novos “excessos” verbais. O histórico do presidente pesa: improvisos que já renderam crises diplomáticas, declarações polêmicas e defesas controversas. Agora, a estratégia é falar menos — e, sobre Maduro, não falar nada.

terça-feira, 6 de janeiro de 2026

MST cogita levar militância à Venezuela e prepara atos em apoio a Maduro após ação dos EUA

O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) avalia a possibilidade de enviar militantes à Venezuela em resposta à ofensiva militar dos Estados Unidos e à captura do ditador Nicolás Maduro, ocorrida no último sábado (3). A discussão ganhou força após reuniões virtuais que reuniram mais de 50 organizações da esquerda brasileira, que classificam a operação norte-americana como invasão e sequestro do presidente venezuelano.

Durante audiência em Nova York, Maduro e a esposa, Cilia Flores, negaram envolvimento em um suposto esquema de tráfico internacional de drogas e afirmaram ser inocentes das acusações. O venezuelano chegou a se declarar um “presidente sequestrado”. Para o MST, o processo ainda está em curso e exige mobilização política imediata, tanto no Brasil quanto, eventualmente, em território venezuelano.

Segundo a dirigente nacional do movimento, Ceres Hadich, o envio de militantes não está descartado, caso haja necessidade de atuação direta no país vizinho. Paralelamente, o MST articula manifestações em diversas capitais brasileiras, muitas delas em frente a embaixadas e consulados dos Estados Unidos, além de incluir o tema nos atos previstos para o dia 8 de janeiro. A prioridade, neste momento, seria denunciar as mortes, a intervenção estrangeira e a prisão de Maduro.

O tema também dividiu a esquerda em nova reunião realizada nesta segunda-feira (5), com a presença de dirigentes do PT, PSol, PCdoB, intelectuais e jornalistas. Enquanto setores como o PSol rejeitam defender Maduro, mas condenam a interferência externa, o PT e organizações como o MST mantêm apoio explícito ao líder venezuelano. Entre os participantes, houve divergências sobre a estratégia: atacar diretamente Donald Trump ou concentrar críticas na direita brasileira que apoia a ação dos EUA.

segunda-feira, 5 de janeiro de 2026

Trump diz que Irã pode ser “atingido com muita força” em meio a protestos

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, alertou o Irã no domingo (4) sobre uma forte resposta caso as forças de segurança intensifiquem a violência contra os manifestantes no país do Oriente Médio.

Estamos acompanhando de perto. Se eles começarem a matar pessoas como fizeram no passado, acho que serão duramente atingidos pelos Estados Unidos”, declarou Trump a repórteres ao ser questionado sobre os protestos no Irã.

Pelo menos 16 pessoas foram mortas durante uma semana de manifestações no país, segundo grupos de direitos humanos no domingo, enquanto as manifestações contra a inflação crescente se espalhavam pelo país, provocando confrontos violentos entre manifestantes e forças de segurança.

Trump havia ameaçado anteriormente ajudar os manifestantes caso enfrentassem violência, dizendo na sexta-feira (2): “Estamos prontos para agir”, sem especificar quais ações estava considerando.

Essa advertência provocou ameaças de retaliação contra as forças americanas na região por parte de altos funcionários iranianos. O Líder Supremo, Aiatolá Ali Khamenei, afirmou que o Irã “não se renderá ao inimigo”.

CNN

EUA tinha informante dentro do governo Maduro, diz jornal

A CIA (agência de inteligência dos Estados Unidos) manteve um informante dentro do governo da Venezuela que monitorou a localização do presidente Nicolás Maduro (PSUV, esquerda) nos momentos anteriores à sua captura por forças especiais norte-americanas. A informação foi publicada pelo jornal New York Times.

A agência produziu a principal inteligência usada pelos militares dos EUA. A localização de Maduro foi acompanhada por meio de drones, que fizeram vigilância quase contínua do território venezuelano. O trabalho também contou com dados fornecidos por informantes locais.

O NYT afirmou que a CIA tinha oficiais operando clandestinamente na Venezuela desde agosto. Eles mapeavam o chamado “padrão de vida” de Maduro –rotina, deslocamentos e hábitos.

Não há confirmação pública sobre como o informante venezuelano foi recrutado. Ex-autoridades disseram ao jornal que o processo pode ter sido facilitado pela recompensa de US$ 50 milhões oferecida pelo governo dos EUA por informações que levassem à captura do líder venezuelano.

domingo, 4 de janeiro de 2026

Suprema Corte venezuelana ordena que Delcy, vice de Maduro, assuma a Presidência

A Suprema Corte da Venezuela determinou, na noite de sábado, que a vice-presidente Delcy Rodríguez assuma a Presidência do país de forma interina, após a captura de Nicolás Maduro em uma operação militar dos Estados Unidos.

Segundo a Sala Constitucional, Rodríguez deverá exercer todas as funções do cargo para garantir a continuidade administrativa e a defesa do país, diante do que o tribunal classificou como “agressão militar estrangeira”. A decisão tem validade inicial de 90 dias, podendo ser prorrogada por mais 90, com aval da Assembleia Nacional.

Caso Maduro não retorne ao cargo após 180 dias, a Constituição prevê a convocação de novas eleições.

Maduro foi levado aos Estados Unidos, onde deve responder a acusações na Justiça. Apesar disso, integrantes do chavismo, incluindo Rodríguez, vinham sustentando que ele seguia como único presidente legítimo.

Após a operação, o presidente americano Donald Trump afirmou que os EUA iriam controlar a Venezuela durante a transição e chegou a mencionar positivamente o nome de Delcy Rodríguez. Até o momento, ela não se pronunciou oficialmente sobre a decisão judicial.

Starlink, de Elon Musk, diz que está fornecendo internet gratuita à Venezuela

A Starlink anunciou que vai oferecer internet banda larga gratuita na Venezuela até 3 de fevereiro, após a operação dos Estados Unidos que resultou na queda do presidente Nicolás Maduro.

Pertencente à SpaceX, do bilionário Elon Musk, a empresa fornece conexão móvel por meio de satélites em órbita.

Em publicação na rede X, a Starlink afirmou que o objetivo é manter a conectividade no país, que historicamente enfrenta censura e bloqueios de plataformas digitais como Facebook, YouTube e Instagram.

Dados da Netblocks indicam uma queda repentina da internet em áreas de Caracas no sábado, associada a apagões durante a operação militar dos EUA. A imprensa local também relatou falta de conexão em partes da capital.

Conselho de Segurança da ONU fará reunião de emergência sobre a Venezuela na segunda (5)

O Conselho de Segurança da ONU realizará uma reunião de emergência na segunda-feira, às 12h (horário de Brasília), para discutir a operação militar dos Estados Unidos na Venezuela, informou neste sábado a presidência do órgão, atualmente exercida pela Somália.

A convocação ocorre após os EUA lançarem uma ofensiva militar no sábado (3) e capturarem o presidente Nicolás Maduro em Caracas.

Em reação, o secretário-geral da ONU, António Guterres, afirmou estar profundamente alarmado com a escalada do conflito e alertou para o risco de um precedente perigoso, reforçando a necessidade de respeito ao direito internacional e à Carta da ONU. Ele também defendeu diálogo político, respeito aos direitos humanos e ao Estado de Direito.

Carta da Venezuela ao Conselho

A Venezuela enviou uma carta ao Conselho condenando os ataques americanos, classificados como “brutais e ilegais”, e exigiu condenação formal, cessação imediata das ações militares e a responsabilização dos EUA por crime de agressão.

Segundo o documento, alvos civis e militares foram atingidos em Caracas e em estados como Miranda, Aragua e La Guaira. A reunião conta com o apoio da Rússia e da Colômbia, membros do Conselho de Segurança.