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segunda-feira, 12 de janeiro de 2026

Allyson finge dúvida em eleição que já está polarizada e ainda nega que é candidato

O prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra, tenta vender a ideia de que a eleição para o Governo do Estado não será influenciada pela polarização nacional. Diz que o eleitor quer gestor, não ideologia. O discurso soa bonito, mas passa longe da realidade. A polarização já começou faz tempo e tem nome, sobrenome e carimbo nacional. O PT tratou de deixar isso claro ao batizar seu provável candidato como Cadu de Lula. A partir daí, acabou qualquer conversa de eleição neutra ou descolada do cenário nacional.

Além disso, Allyson também insiste em dizer que ainda não decidiu se será candidato, como se estivesse refletindo calmamente sobre o futuro. Difícil convencer alguém disso. Seu nome aparece em todas as pesquisas para o governo, ele nunca desmentiu, nunca pediu retirada e nunca reclamou de exposição indevida. Pelo contrário, sempre tratou os números com naturalidade. Isso não é postura de quem ainda está em dúvida.

A tal viagem para “descansar e decidir” parece mais encenação do que reflexão. A decisão, na prática, já foi tomada há muito tempo. Falta apenas o anúncio oficial. E quanto à polarização, negar sua existência é fechar os olhos para um fato óbvio: em 2026, com Lula de um lado e a oposição do outro, o Rio Grande do Norte não ficará fora desse embate.

PT já tem nome de consenso para o governo tampão: Francisco do PT

Embora o secretário de Finanças, Cadu de Lula, tenha se colocado à disposição para assumir o Governo do Estado de forma interina com o afastamento da governadora Fátima Bezerra, que pretende disputar o Senado, dentro do PT já existe um nome tratado como consenso. Trata-se do deputado estadual Francisco, líder do governo na Assembleia Legislativa.

Bem relacionado com todas as correntes políticas da Casa e com trânsito fácil entre governo e oposição, Francisco é visto como uma escolha segura para conduzir o Estado durante o mandato tampão. O deputado já comunicou à direção do partido que aceita a missão, caso seu nome seja confirmado, reforçando a articulação interna do PT para evitar disputas e ruídos no processo de sucessão provisória.

sexta-feira, 9 de janeiro de 2026

Duplicação da BR-304 vira promessa eleitoreira no RN

O anúncio da vinda do ministro dos Transportes, Renan Filho, ao Rio Grande do Norte para autorizar o início das obras de duplicação da BR-304 soa mais como peça de marketing político do que como fato concreto. A governadora Fátima Bezerra comemorou nas redes sociais, falou em máquinas na pista e tentou vender a ideia de que, agora, a obra finalmente vai sair.

Mas a realidade do Rio Grande do Norte desmente o discurso. Fátima Bezerra não conseguiu sequer tapar a buraqueira das estradas estaduais, muitas delas em situação caótica, quanto mais entregar uma duplicação de rodovia federal do porte da BR-304. O histórico da gestão não autoriza otimismo.

A duplicação da BR-304 é uma promessa antiga, repetida em quase toda eleição. E, curiosamente, volta à pauta justamente em ano eleitoral. Não é coincidência, é método. Serve para discurso, vídeo em rede social e palanque, mas não convence quem já cansou de ouvir anúncio sem obra.

Basta olhar para a própria história recente do governo. A Reta Tabajara, símbolo máximo da ineficiência e da lentidão, se arrasta há quase 20 anos e atravessa diferentes gestões, incluindo a de Fátima, sem conclusão. Se uma obra menor não sai do lugar, por que acreditar que a duplicação da BR-304 terá destino diferente?

Trump diz que cancelou segundo ataque contra a Venezuela após cooperação

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou nesta sexta-feira (9) que cancelou uma segunda onda de ataques contra a Venezuela, anteriormente prevista, após a cooperação do país sul-americano.

Os EUA e a Venezuela estão trabalhando bem juntos, especialmente no que diz respeito à reconstrução, em uma forma muito maior, melhor e mais moderna, de sua infraestrutura de petróleo e gás”, escreveu Trump em uma publicação na Truth Social. “Devido a essa cooperação, cancelei a segunda onda de ataques anteriormente prevista, que parece não ser necessária”, continuou o presidente.

Porém, ele afirmou que os navios anteriormente enviados para a região continuarão perto do país por “questões de segurança”.

Pelo menos 100 bilhões de dólares serão investidos pelas grandes empresas petrolíferas, com as quais me reunirei hoje na Casa Branca”, completou Trump

CNN

quinta-feira, 8 de janeiro de 2026

Fátima Bezerra veta lei que garantia repasses regulares de ICMS, IPVA e Fundeb aos municípios

A governadora do Rio Grande do Norte, Fátima Bezerra, vetou integralmente o Projeto de Lei nº 632/2025, aprovado por unanimidade pela Assembleia Legislativa, que estabelecia novos critérios e prazos para o repasse automático de recursos como ICMS, IPVA e Fundeb às prefeituras potiguares.

A proposta, de autoria do deputado estadual Gustavo Carvalho (PL), tinha como objetivo corrigir atrasos recorrentes e dar maior previsibilidade financeira aos municípios, sem gerar impacto extra nas contas do Estado. Entre os pontos centrais, o texto previa repasses diários do IPVA, transferências semanais do ICMS e regras mais claras para a distribuição do Fundeb, além de ampliar a transparência sobre a arrecadação estadual.

Durante a tramitação, deputados classificaram o projeto como um avanço histórico para o fortalecimento do municipalismo no Rio Grande do Norte, especialmente para cidades que enfrentam dificuldades de caixa em razão da irregularidade nos repasses.

O veto do governo, no entanto, foi fundamentado em entendimento jurídico. O Executivo sustenta que a matéria invade competência exclusiva do governador ao tratar da execução financeira e administrativa do Estado, caracterizando vício de iniciativa e afronta ao princípio da separação dos poderes.

Com o veto, o projeto retorna agora à Assembleia Legislativa, que poderá decidir pela manutenção ou derrubada da decisão da governadora. Caso os deputados rejeitem o veto, a lei poderá ser promulgada pelo próprio Legislativo, abrindo espaço para uma possível judicialização. O cenário aponta para mais um embate entre o Governo do Estado e o Parlamento, tendo como pano de fundo a defesa dos interesses dos municípios potiguares.

Michelle Bolsonaro: “Vai ter sangue nas mãos de Moraes e Gonet”

A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) criticou o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, e o procurador-geral da República, Paulo Gonet. Ela disse a jornalistas, nesta terça-feira (6), que “vai ter sangue de inocente nas mãos do excelentíssimo ministro [Alexandre de Moraes] e do [procurador-geral da República Paulo] Gonet”.

A fala ocorreu após o ministro solicitar esclarecimentos adicionais antes de liberar a ida de Bolsonaro para um hospital. Por fim, nesta quarta-feira (7), o magistrado deu aval para a transferência do ex-presidente para o Hospital DF Star, em Brasília (DF).

De acordo com Michelle, Bolsonaro é “negligenciado e torturado” por estar “em um quarto trancado que só pode ser aberto quando ele tem que tomar medicação”. As informações são do Poder360.

– Ele está sendo negligenciado. Ele está sendo torturado porque está num quarto trancado, que só pode ser aberto quando ele toma medicação. (…) Eu peço a Deus para proteger ele e livrar ele de todo mal. Mas é uma mancha para a instituição se acontecer alguma coisa com o meu marido – falou a ex-primeira-dama.

Pleno News

quarta-feira, 7 de janeiro de 2026

Reitores do Nordeste assinam manifesto contra cortes no orçamento

Os reitores das universidades federais da região Nordeste assinaram um manifesto contra os cortes no orçamento. Pelo Rio Grande do Norte, assinaram o documento os reitores da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) e da Universidade Federa Rural do Semi-Árido (Ufersa).

Na UFRN, o corte chega a ser de 7,18%, o equivalente a R$14.738.445,00, com o orçamento passando de R$ 205.141.094,00 para R$ 190.402.649,00. Já na Ufersa, o corte deverá ter um impacto de cerca de R$ 5 milhões, com ênfase na Assistência Estudantil, que deverá receber corte na casa dos 800 mil reais.

Ao todo, as universidades federais em todo o Brasil sofrerão em 2026 um corte de R$ 488 milhões em seus orçamentos, segundo a Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes).

Inicialmente, a Lei Orçamentária Anual (LOA) aprovada pelo Congresso Nacional previa R$ 6,89 bilhões para as 69 universidades federais, um valor que já era considerado crítico. Porém, o projeto aprovado pelo Congresso baixou a verba para R$ 6,43 bilhões em 2026.

Na nota, os reitores repudiam o corte de quase R$ 500 milhões e explicam que a restrição do orçamento vai comprometer o acesso à universidade pública e de qualidade, que garantiu o reposicionamento da região no cenário nacional através de um desenvolvimento consistente e sustentável.

Chapão de deputados estaduais projetado pelo MDB para dominar a Assembleia está esvaziado

Quando a sucessão de 2026 começou a ganhar forma, o vice-governador Walter Alves foi rápido em tornar públicas suas metas: assumiria o Governo, não seria candidato à reeleição, priorizaria a formação de uma bancada forte na Assembleia Legislativa, com chances reais de assegurar a presidência da Casa, e ainda trabalharia para eleger dois deputados federais.

Naquele momento, as projeções para a nominata de deputado estadual indicavam um MDB muito competitivo, com chances de eleger oito ou até nove parlamentares. A lista contaria com Ezequiel, Kléber, Ivanilson, Galeno, Ubaldo, Eudiane, Hermano, Nélter, Bernardo e Galeno. Nada menos que dez deputados de mandato, todos no MDB. Um verdadeiro chapão.

O tempo passou e os planos mudaram. Walter Alves não quer mais assumir o Governo e decidiu, ele próprio, disputar uma vaga de deputado estadual.

Ivanilson e Ubaldo, que chegaram a anunciar publicamente filiação ao MDB, desistiram. Bernardo se acertou com o PV. Galeno, Nélter e Kléber avançaram nas negociações com o PP. Eudiane e Hermano devem permanecer no PV. A debandada foi generalizada, restando no MDB apenas Walter e Ezequiel.

É nesse contexto que se compreende a declaração do deputado João Maia, quando afirmou que o combinado seria ajudar o MDB a formar uma nominata.

Do chapão ao esvaziamento quase completo. Esse foi o resultado direto da mudança de planos do vice-governador Walter Alves. Para um partido cujo discurso recorrente era de que a prioridade em 2026 seria montar uma grande bancada na Assembleia e eleger dois deputados federais, os fatos mostram que o roteiro está longe de seguir o plano original.

Neto Queiroz

Após críticas, Planalto manda Lula silenciar sobre Venezuela e recuar de Maduro

Pesquisas internas do Palácio do Planalto acenderam o alerta: a verborragia de Lula voltou a causar desgaste político e reacendeu a associação do petista à ditadura de Nicolás Maduro. A avaliação é que o presidente errou ao tratar do tema e que sua fala reforçou a imagem de avalista do regime venezuelano. Diante disso, a ordem no governo passou a ser clara: nada de defender Maduro e, de preferência, evitar qualquer comentário sobre a Venezuela.

Nos bastidores, auxiliares correram para tentar estancar o estrago, reforçando que o governo brasileiro não reconheceu a eleição venezuelana e que Maduro é, sim, um ditador. Lula foi aconselhado a se distanciar publicamente do regime e a reduzir drasticamente o tom, numa tentativa de conter a exploração política do tema pela oposição.

A fala do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, caiu como uma bomba no Planalto. Ao criticar a omissão de Lula e associá-lo à perpetuação da ditadura venezuelana, Tarcísio acertou em cheio um ponto sensível do governo, ampliando o desconforto interno e o receio de novos desgastes.

Com o fim do recesso e o retorno de Lula a Brasília, cresceu o temor de novos “excessos” verbais. O histórico do presidente pesa: improvisos que já renderam crises diplomáticas, declarações polêmicas e defesas controversas. Agora, a estratégia é falar menos — e, sobre Maduro, não falar nada.

terça-feira, 6 de janeiro de 2026

MST cogita levar militância à Venezuela e prepara atos em apoio a Maduro após ação dos EUA

O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) avalia a possibilidade de enviar militantes à Venezuela em resposta à ofensiva militar dos Estados Unidos e à captura do ditador Nicolás Maduro, ocorrida no último sábado (3). A discussão ganhou força após reuniões virtuais que reuniram mais de 50 organizações da esquerda brasileira, que classificam a operação norte-americana como invasão e sequestro do presidente venezuelano.

Durante audiência em Nova York, Maduro e a esposa, Cilia Flores, negaram envolvimento em um suposto esquema de tráfico internacional de drogas e afirmaram ser inocentes das acusações. O venezuelano chegou a se declarar um “presidente sequestrado”. Para o MST, o processo ainda está em curso e exige mobilização política imediata, tanto no Brasil quanto, eventualmente, em território venezuelano.

Segundo a dirigente nacional do movimento, Ceres Hadich, o envio de militantes não está descartado, caso haja necessidade de atuação direta no país vizinho. Paralelamente, o MST articula manifestações em diversas capitais brasileiras, muitas delas em frente a embaixadas e consulados dos Estados Unidos, além de incluir o tema nos atos previstos para o dia 8 de janeiro. A prioridade, neste momento, seria denunciar as mortes, a intervenção estrangeira e a prisão de Maduro.

O tema também dividiu a esquerda em nova reunião realizada nesta segunda-feira (5), com a presença de dirigentes do PT, PSol, PCdoB, intelectuais e jornalistas. Enquanto setores como o PSol rejeitam defender Maduro, mas condenam a interferência externa, o PT e organizações como o MST mantêm apoio explícito ao líder venezuelano. Entre os participantes, houve divergências sobre a estratégia: atacar diretamente Donald Trump ou concentrar críticas na direita brasileira que apoia a ação dos EUA.

segunda-feira, 5 de janeiro de 2026

Trump diz que Irã pode ser “atingido com muita força” em meio a protestos

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, alertou o Irã no domingo (4) sobre uma forte resposta caso as forças de segurança intensifiquem a violência contra os manifestantes no país do Oriente Médio.

Estamos acompanhando de perto. Se eles começarem a matar pessoas como fizeram no passado, acho que serão duramente atingidos pelos Estados Unidos”, declarou Trump a repórteres ao ser questionado sobre os protestos no Irã.

Pelo menos 16 pessoas foram mortas durante uma semana de manifestações no país, segundo grupos de direitos humanos no domingo, enquanto as manifestações contra a inflação crescente se espalhavam pelo país, provocando confrontos violentos entre manifestantes e forças de segurança.

Trump havia ameaçado anteriormente ajudar os manifestantes caso enfrentassem violência, dizendo na sexta-feira (2): “Estamos prontos para agir”, sem especificar quais ações estava considerando.

Essa advertência provocou ameaças de retaliação contra as forças americanas na região por parte de altos funcionários iranianos. O Líder Supremo, Aiatolá Ali Khamenei, afirmou que o Irã “não se renderá ao inimigo”.

CNN

EUA tinha informante dentro do governo Maduro, diz jornal

A CIA (agência de inteligência dos Estados Unidos) manteve um informante dentro do governo da Venezuela que monitorou a localização do presidente Nicolás Maduro (PSUV, esquerda) nos momentos anteriores à sua captura por forças especiais norte-americanas. A informação foi publicada pelo jornal New York Times.

A agência produziu a principal inteligência usada pelos militares dos EUA. A localização de Maduro foi acompanhada por meio de drones, que fizeram vigilância quase contínua do território venezuelano. O trabalho também contou com dados fornecidos por informantes locais.

O NYT afirmou que a CIA tinha oficiais operando clandestinamente na Venezuela desde agosto. Eles mapeavam o chamado “padrão de vida” de Maduro –rotina, deslocamentos e hábitos.

Não há confirmação pública sobre como o informante venezuelano foi recrutado. Ex-autoridades disseram ao jornal que o processo pode ter sido facilitado pela recompensa de US$ 50 milhões oferecida pelo governo dos EUA por informações que levassem à captura do líder venezuelano.

domingo, 4 de janeiro de 2026

Suprema Corte venezuelana ordena que Delcy, vice de Maduro, assuma a Presidência

A Suprema Corte da Venezuela determinou, na noite de sábado, que a vice-presidente Delcy Rodríguez assuma a Presidência do país de forma interina, após a captura de Nicolás Maduro em uma operação militar dos Estados Unidos.

Segundo a Sala Constitucional, Rodríguez deverá exercer todas as funções do cargo para garantir a continuidade administrativa e a defesa do país, diante do que o tribunal classificou como “agressão militar estrangeira”. A decisão tem validade inicial de 90 dias, podendo ser prorrogada por mais 90, com aval da Assembleia Nacional.

Caso Maduro não retorne ao cargo após 180 dias, a Constituição prevê a convocação de novas eleições.

Maduro foi levado aos Estados Unidos, onde deve responder a acusações na Justiça. Apesar disso, integrantes do chavismo, incluindo Rodríguez, vinham sustentando que ele seguia como único presidente legítimo.

Após a operação, o presidente americano Donald Trump afirmou que os EUA iriam controlar a Venezuela durante a transição e chegou a mencionar positivamente o nome de Delcy Rodríguez. Até o momento, ela não se pronunciou oficialmente sobre a decisão judicial.

Starlink, de Elon Musk, diz que está fornecendo internet gratuita à Venezuela

A Starlink anunciou que vai oferecer internet banda larga gratuita na Venezuela até 3 de fevereiro, após a operação dos Estados Unidos que resultou na queda do presidente Nicolás Maduro.

Pertencente à SpaceX, do bilionário Elon Musk, a empresa fornece conexão móvel por meio de satélites em órbita.

Em publicação na rede X, a Starlink afirmou que o objetivo é manter a conectividade no país, que historicamente enfrenta censura e bloqueios de plataformas digitais como Facebook, YouTube e Instagram.

Dados da Netblocks indicam uma queda repentina da internet em áreas de Caracas no sábado, associada a apagões durante a operação militar dos EUA. A imprensa local também relatou falta de conexão em partes da capital.

Conselho de Segurança da ONU fará reunião de emergência sobre a Venezuela na segunda (5)

O Conselho de Segurança da ONU realizará uma reunião de emergência na segunda-feira, às 12h (horário de Brasília), para discutir a operação militar dos Estados Unidos na Venezuela, informou neste sábado a presidência do órgão, atualmente exercida pela Somália.

A convocação ocorre após os EUA lançarem uma ofensiva militar no sábado (3) e capturarem o presidente Nicolás Maduro em Caracas.

Em reação, o secretário-geral da ONU, António Guterres, afirmou estar profundamente alarmado com a escalada do conflito e alertou para o risco de um precedente perigoso, reforçando a necessidade de respeito ao direito internacional e à Carta da ONU. Ele também defendeu diálogo político, respeito aos direitos humanos e ao Estado de Direito.

Carta da Venezuela ao Conselho

A Venezuela enviou uma carta ao Conselho condenando os ataques americanos, classificados como “brutais e ilegais”, e exigiu condenação formal, cessação imediata das ações militares e a responsabilização dos EUA por crime de agressão.

Segundo o documento, alvos civis e militares foram atingidos em Caracas e em estados como Miranda, Aragua e La Guaira. A reunião conta com o apoio da Rússia e da Colômbia, membros do Conselho de Segurança.

sexta-feira, 2 de janeiro de 2026

Relatórios oficiais apontam colapso à frente e colocam política fiscal de Lula sob suspeita

Relatórios divulgados em dezembro de 2025 pela Instituição Fiscal Independente (IFI), ligada ao Senado, e pelo Ipea, vinculado ao próprio governo federal, convergem em um diagnóstico preocupante: a política fiscal do governo Lula até cumpre o arcabouço na forma, mas perde credibilidade e se mostra incapaz de estabilizar a dívida pública no médio prazo.

No Relatório de Acompanhamento Fiscal, a IFI afirma que o excesso de exceções às regras enfraqueceu o regime fiscal. O órgão destaca que despesas como precatórios, gastos com defesa, investimentos do PAC, ressarcimentos do INSS e a reestruturação dos Correios foram retiradas do cálculo do resultado primário, somando mais de R$ 170 bilhões fora das regras nos três primeiros anos do novo arcabouço.

Outro ponto sensível é a mudança na LDO de 2026, que passou a permitir a busca pelo piso da meta fiscal após entendimento do TCU. Para a IFI, a alteração representa um rebaixamento prático das metas e desloca o debate para a trajetória da dívida em relação ao PIB. O relatório é direto ao afirmar que os números “revelam inequivocamente a insustentabilidade do atual regime fiscal”.

Para 2026, a IFI projeta deficit primário de R$ 26,5 bilhões, mesmo após deduções expressivas, e alerta que o cumprimento da meta exigirá forte contingenciamento de despesas discricionárias. No médio prazo, o espaço fiscal tende a desaparecer, com risco de colapso já a partir de 2028.

O Ipea adota tom mais técnico, mas reconhece as mesmas tensões. O instituto aponta dificuldades para conciliar crescimento econômico, ampliação de gastos sociais e controle fiscal em um orçamento engessado, além de destacar limites políticos para aumento de receitas e corte de despesas. Até novembro de 2025, o deficit primário acumulado chegou a R$ 75,7 bilhões, enquanto Lula sancionou o Orçamento de 2026 com veto a 26 dispositivos aprovados pelo Congresso.

Faz o L: Governo Lula começa 2026 tomando dinheiro dos trabalhadores informais

Após dedicar seu terceiro governo a gastar sem olhar o amanhã e esfolar quem trabalha e produz, criando três dezenas de impostos abusivos, Lula (PT) começou nesta quinta-feira, primeiro dia do ano, a tomar dinheiro dos informais, que nem sequer sabem disso. Mas logo saberão, quando passarem a ser atormentados pela Receita Federal. Assim, trabalhadores autônomos como cabelereira, pedreiro, personal trainer, pintor, professor particular, eletricista ou faxineira, por exemplo, são obrigados a pagar ao governo petista um quarto do que faturam.

Todos estão obrigados a emitir a nota fiscal eletrônica no próprio CPF, estabelecendo o pagamento de 25% de impostos.

Como aposta na desinformação, o governo Lula não divulga que, se a nota for emitida no CNPJ, essa taxação quase desaparece.

Se o autônomo abrir MEI (microempresa individual) tem chance de pagar só o DAS (Documento de Arrecadação do Simples), à volta de 80 reais.

Isso tudo faz lembrar a sentença do presidente argentino Javier Milei: “imposto é roubo”. Considerando valores e personagens, faz sentido.

Diário do Poder

terça-feira, 30 de dezembro de 2025

Dívida pública ultrapassa R$ 10 trilhões e escancara descontrole fiscal no governo Lula

Pela primeira vez na história, a dívida pública brasileira vai encerrar o ano acima da marca de R$ 10 trilhões. Sob o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o endividamento do setor público atingiu um patamar considerado histórico, representando quase 80% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional em 2025, segundo dados do Banco Central. O montante supera o PIB de cerca de 180 países.

Projeções do Instituto Fiscal Independente (IFI), ligado ao Senado, indicam que a situação tende a se agravar. A expectativa é que a dívida chegue a mais de 82% do PIB em 2026, ampliando a pressão sobre as contas públicas e reduzindo a margem de investimento do país. Embora a Dívida Bruta do Governo Geral inclua estados e municípios, cerca de 80% do total é de responsabilidade direta do governo federal.

O diretor do IFI, Marcus Pestana, avalia que o desequilíbrio fiscal se tornou um problema estrutural. Para ele, o nível de gastos do Executivo funciona como uma “doença crônica”, que compromete a capacidade de crescimento e limita o horizonte econômico do Brasil a médio e longo prazo.

A oposição também destaca o volume de despesas realizadas fora das regras fiscais. Em apenas três anos, o governo Lula autorizou R$ 324,3 bilhões em gastos extraordinários, à margem do teto e do novo arcabouço fiscal, inclusive regras criadas pela própria gestão, o que reforça as críticas sobre falta de controle e previsibilidade nas contas públicas.

segunda-feira, 29 de dezembro de 2025

Dono do Banco Master, Daniel Vorcaro recebeu Alexandre de Moraes e políticos para jantar em mansão

Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, costumava receber políticos e autoridades para jantares numa mansão de 1,7 mil metros quadrados de área construída, avaliada em R$ 36 milhões, localizada no Lago Sul, em Brasília.

Segundo informação publicada pelo jornalista Lauro Jardim, em seu blog no O Globo, pelo menos em uma dessas noites, Alexandre de Moraes esteve presente — embora sem sua mulher, Viviane, cujo escritório de advocacia tinha o ex-banqueiro como o seu melhor cliente.

Neste jantar, ocorrido no último trimestre do ano passado, quando já estava em vigor o contrato de R$ 129 milhões de Viviane com o Banco Master, Moraes dividiu as conversas com políticos poderosos do Centrão, deputados, ex-ministros e, naturalmente, com o gentil anfitrião, segundo escreveu Jardim.

Moraes era o único ministro do STF entre os cerca de vinte convidados, todos homens. Segundo o relato de um dos participantes deste e de outros jantares na casa brasiliense de Vorcaro, eram noites de conversas amenas.

Nem é preciso discutir a possibilidade de algum assunto do Master ter sido conversado naquela noite. Até porque, se fosse o caso, teriam ocasiões mais discretas para isso. Mas parece claro que a simples presença de um integrante da Corte num jantar na casa do melhor cliente de sua mulher pode soar inconveniente“, assim classificou a situação, o jornalista Lauro Jardim em seu blog.

Ex-mulher de Toffoli atua para J&F e CSN e vê processos no STF e STJ subirem 140% após posse

A atuação da advogada Roberta Maria Rangel, ex-mulher do ministro Dias Toffoli, no STF e no STJ cresceu significativamente após a posse dele no Supremo, em 2009. O número de processos conduzidos por ela nessas Cortes saltou de 53 para 127 — aumento de cerca de 140%.

Levantamento do Estadão aponta que 70,5% das ações com participação da advogada começaram após a chegada de Toffoli ao STF. No Supremo, 9 de 35 processos tiveram início nesse período; no STJ, foram 118 de 145. O casal se separou no primeiro semestre deste ano, marco considerado na análise.

Rangel atua para grandes empresas, como J&F e CSN, além de companhias do agronegócio e da construção civil. Entre os casos, estão disputas bilionárias no STJ e ações que chegaram ao STF, algumas encerradas por perda de objeto ou ainda pendentes de julgamento.

A legislação não proíbe familiares de ministros de advogar no STF, mas impede que o magistrado julgue processos em que haja atuação de parentes, exigindo declaração de impedimento. Em 2023, o Supremo flexibilizou regras ao permitir julgamentos quando a parte é cliente de escritório ligado a parente, desde que outra banca seja a responsável formal.

Situações semelhantes já foram observadas com cônjuges de outros ministros. Toffoli e Rangel não comentaram. Empresas citadas também não se manifestaram.