O ministro Gilmar Mendes acusou Luiz Fux de ter combinado voto com André Mendonça na sessão da Segunda Turma que analisou o afastamento do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues. A acusação consta de ofício enviado por Gilmar a Fux, presidente do colegiado.
Segundo
Gilmar, a sessão virtual extraordinária teria sido marcada após entendimento
direto entre Fux e Mendonça, sem comunicação prévia a parte dos integrantes da
Turma. O decano também questionou a rapidez dos votos apresentados após o
início do julgamento.
A
sessão foi aberta às 10h do dia 8 de setembro. Gilmar pediu vista logo no
início, mas Fux e Kassio Nunes Marques registraram, minutos depois, votos
acompanhando Mendonça e formando maioria pelo afastamento de Andrei Rodrigues.
A antecipação de votos mesmo após pedido de vista é permitida nas sessões
virtuais do STF.
No
ofício, Gilmar afirmou que os horários registrados no sistema do Supremo
indicariam um “prévio ajuste” entre Fux e Mendonça que não teria sido
comunicado aos demais ministros. Ele disse ainda que a questão envolve o
respeito aos ritos e às tradições do tribunal.
No
dia seguinte ao julgamento, Flávio Dino derrubou a decisão e determinou a volta
de Andrei Rodrigues ao comando da PF.
Com
informações do Metrópoles








