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quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026

Após pedido de afastamento, PF entrega ao STF conversas entre Toffoli e Vorcaro

A Polícia Federal entregou ao presidente do STF, ministro Edson Fachin, novos pedidos de investigação relacionados ao Banco Master, a partir de material extraído do celular de Daniel Vorcaro, dono da instituição. O conteúdo abriu ao menos três novas frentes de apuração e envolve pessoas com e sem foro privilegiado no STF.

Segundo apuração do Metrópoles e do UOL, a PF conseguiu acessar o aparelho de Vorcaro, que estava protegido por senha, e recuperou mensagens apagadas que fazem referência direta ao ministro Dias Toffoli.

Toffoli é o relator do inquérito que apura uma suposta fraude de R$ 12 bilhões em carteiras de crédito compradas do Banco Master pelo Banco de Brasília (BRB).

O material foi entregue pessoalmente pelo diretor-geral da PF, Andrei Passos Rodrigues, a Edson Fachin, em reunião realizada na última segunda-feira (9), registrada na agenda oficial do presidente do STF. A corporação agora aguarda um “encaminhamento técnico e jurídico” para cada uma das novas averiguações identificadas.

De acordo com fontes ouvidas pelas reportagens, as conversas entre Toffoli e Vorcaro reforçam a percepção de proximidade entre ambos, o que ampliou questionamentos internos sobre a condução do caso.

Apesar das críticas, Toffoli sustenta, desde o início, que não há motivo para se declarar impedido de seguir relatando o inquérito relacionado ao Banco Master no STF.

BOMBA: PF pede afastamento de Toffoli em investigação do Banco Master no STF

A Polícia Federal pediu ao presidente do STF, ministro Edson Fachin, que declare a suspeição do ministro Dias Toffoli na relatoria das investigações envolvendo o Banco Master. O pedido foi formalizado após a apreensão de mensagens no celular do empresário Daniel Vorcaro, controlador da instituição financeira, nas quais o nome de Toffoli é citado.

As informações sobre o conteúdo das mensagens foram reveladas pelo portal UOL. Diante do requerimento, Fachin determinou que Dias Toffoli se manifeste oficialmente sobre o pedido de afastamento. Suspeição, nesse caso, é quando se questiona se um ministro teria condições de atuar com imparcialidade em um processo.

A iniciativa da PF ocorre após análise semelhante feita pela Procuradoria-Geral da República (PGR). O procurador-geral, Paulo Gonet, decidiu não dar andamento a um pedido anterior, apresentado por parlamentares de oposição, alegando que a suspeição já havia sido afastada em requerimento analisado anteriormente.

O Banco Master é alvo de investigações da Polícia Federal por supostas irregularidades. A discussão sobre quem deve relatar o caso no STF adiciona um novo capítulo institucional ao processo, que já vinha sendo acompanhado por suas repercussões jurídicas e regulatórias. A decisão final dependerá da manifestação de Toffoli e dos desdobramentos internos no STF.

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2026

A desculpa esfarrapada de Marianna não convence: “cuspiu no prato que comeu”

Passados alguns dias da decisão de não acompanhar Cadu Xavier, o que ainda repercute nos bastidores políticos é a justificativa apresentada pela prefeita de Pau dos Ferros, Marianna Almeida. Em vez da escolha em si, o foco passou a ser a explicação considerada frágil.

Ao tentar sustentar sua posição, Marianna apresentou o que muitos classificaram como uma desculpa esfarrapada: afirmou que, por ser filiada ao PSD, optou por apoiar Alysson Bezerra ao Governo do Estado — embora Alysson seja do União Brasil. A explicação não convenceu e acabou ampliando os questionamentos no meio político.

Como forma de compensação política, Marianna declarou que apoiará a governadora Fátima Bezerra ao Senado, que é do PT, mesmo partido de Cadu Xavier. Ainda assim, entre críticos, a avaliação segue dura: a prefeita teria “cuspido no prato que comeu” ao se afastar de quem esteve ao seu lado. Nos bastidores, a leitura predominante é de que a justificativa não explicou — e acabou gerando ainda mais desgaste.

Patu (RN): Rivelino deixa secretaria após hostilidades e inicia nova fase profissional

O ex-prefeito de Patu, Rivelino Câmara (MDB), deixou de ser auxiliar da Prefeitura de Patu, onde ocupava uma pasta no secretariado, e partiu para uma nova missão. Rivelino, que foi responsável direto pela eleição do prefeito Ednardo Moura, vinha sendo hostilizado nos bastidores e preferiu mudar de rumo. É aquela história: faltou gratidão.

Agora, o ex-gestor foi contratado pela Brisanet, onde trabalhará na expansão da rede de internet pelo interior do Rio Grande do Norte. A experiência administrativa e o trânsito político no interior pesaram na escolha.

Mesmo assumindo função na iniciativa privada, Rivelino não pretende se afastar da política. Nos bastidores, continua acompanhando as ações e mantendo presença no cenário local, mostrando que, para ele, a vida pública segue em modo permanente.

terça-feira, 10 de fevereiro de 2026

Brasil patina no combate à corrupção e repete pior colocação histórica em ranking global

O Brasil voltou a figurar entre os piores colocados no Índice de Percepção da Corrupção (IPC) da Transparência Internacional. Em 2025, o país marcou 35 pontos em uma escala que vai até 100 — quanto menor a nota, maior a percepção de corrupção — e permaneceu na 107ª posição entre 182 nações avaliadas, cenário que a organização classifica como de “estagnação” institucional.

A informação é do jornal O Globo. Apesar de ter subido um ponto em relação ao ano anterior, a própria ONG considera a variação estatisticamente irrelevante. A avaliação é baseada em indicadores que medem a percepção de especialistas e executivos sobre corrupção no setor público e mecanismos de controle. Há mais de uma década o Brasil permanece abaixo da média global e também atrás da média das Américas, ambas com 42 pontos.

Segundo o diretor executivo da Transparência Internacional no Brasil, Bruno Brandão, o resultado reflete problemas nos três poderes. Ele afirma que o governo federal apresentou avanços no combate à lavagem de dinheiro, mas também teria permitido a captura política de estatais e o crescimento das emendas parlamentares. Já o Congresso é criticado por aprovar medidas que, na visão da ONG, enfraquecem o combate à corrupção, enquanto o STF é citado por decisões que alimentariam a sensação de impunidade em casos de macrocorrupção.

No ranking global, Dinamarca, Finlândia e Cingapura lideram como países menos corruptos, enquanto Somália e Sudão do Sul aparecem nas últimas posições. O Brasil ficou próximo de países como Sri Lanka e abaixo de nações latino-americanas como Argentina, reforçando a avaliação da entidade de que o país segue “travado” no enfrentamento estrutural da corrupção.

Oposição mira Lula e STF e articula projeto para derrubar sigilos que blindam viagens de Janja e dados do Banco Master

A oposição na Câmara quer acelerar a tramitação de um projeto de lei para derrubar sigilos impostos pelo governo Lula e por decisões do Judiciário, transformando o tema em nova frente de desgaste político às vésperas do ciclo eleitoral. Em reunião com o presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), parlamentares pediram prioridade ao texto, que pretende tornar públicos documentos hoje protegidos, incluindo informações sobre viagens da primeira-dama Janja e dados financeiros ligados ao Banco Master.

Nos bastidores, a proposta é vista como um contra-ataque à pauta defendida pelo Planalto, como a redução da jornada de trabalho e o fim da escala 6×1, que avançou recentemente na Câmara. Aliados do governo avaliam que a oposição tenta mudar o foco do debate econômico para temas sensíveis, enquanto críticos acusam o Executivo de usar o sigilo para evitar desgaste político.

Entre os pontos citados pelos parlamentares estão registros de agendas, relatórios de visitas a ministérios e documentos relacionados a investigações em curso, incluindo materiais ligados ao banqueiro Daniel Vorcaro, que tiveram restrições determinadas pelo Supremo Tribunal Federal. A oposição também questiona a aplicação de sigilos de até cem anos em informações da atual gestão, prática que se tornou alvo constante de embates no Congresso.

A pressão aumentou após decisões do ministro Dias Toffoli envolvendo dados fiscais do caso Master, ampliando críticas à atuação do STF. Para deputados oposicionistas, a quebra dos sigilos seria essencial para “restabelecer transparência”, enquanto governistas argumentam que a medida tem viés eleitoral e pode expor informações sensíveis sem contexto.

Com informações da VEJA

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026

Pau dos Ferros (RN): Marianna cuspiu no prato que comeu

A prefeita de Pau dos Ferros, Marianna Almeida, protagoniza um dos episódios mais criticados da atual cena política potiguar. Ao declarar apoio ao prefeito de Mossoró, Alysson Bezerra, para o Governo do Estado, Marianna não apenas rompeu com aliados históricos, como também cuspiu no prato que comeu e traiu.

Basta uma rápida visita às redes sociais da prefeita para constatar o tamanho da decepção popular.

Os comentários negativos se multiplicam, refletindo o sentimento de uma população que não aceita a guinada oportunista. Marianna construiu sua trajetória recente amparada em recursos, parcerias e prestígio político garantidos pelos governos estadual e federal. Eventos públicos, obras e ações tiveram forte apoio dessas estruturas, enquanto a prefeita fazia questão de exibir alinhamento com a governadora Fátima Bezerra.

Não foi diferente quando seu nome passou a ser cogitado para compor a chapa governista como vice de Cadu Xavier. Marianna circulou, sorriu, andou abraçada com Cadu e com Fátima, aceitou o convite para ser vice e chegou a afirmar publicamente que “iria pensar”. Pensou. E a resposta veio agora, de forma clara e dura: virou as costas, traiu Cadu, traiu Fátima e entregou seu apoio a Alysson Bezerra.

O gesto é visto por muitos como puro cálculo político, sem compromisso com coerência, lealdade ou gratidão. Para grande parte da população de Pau dos Ferros, Marianna Almeida deixou de ser apenas uma prefeita que mudou de lado. Passou a ser o símbolo da política que se alimenta do poder até onde pode e, quando convém, abandona antigos aliados sem qualquer pudor.

Do Robson Pires

PF quebra criptografia e acessa dados de celular de Vorcaro

A Polícia Federal conseguiu acessar conteúdos do celular do banqueiro Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, após utilizar uma ferramenta especializada para quebra de criptografia. O material extraído do aparelho — que possuía camada adicional de segurança — está sendo compilado e deverá ser encaminhado ao Supremo Tribunal Federal (STF) e à Procuradoria-Geral da República (PGR).

Segundo relatos, Vorcaro se recusou a fornecer a senha do dispositivo, um modelo recente da linha iPhone, o que levou os investigadores a recorrerem a softwares adquiridos recentemente pela PF, capazes de acessar sistemas protegidos e até recuperar dados apagados. A expectativa é que as informações reforcem as apurações já em curso.

O ministro Dias Toffoli deve decidir sobre o compartilhamento dos dados com a CPMI do INSS, que investiga possíveis irregularidades envolvendo o banco. O banqueiro está convocado para prestar depoimento ao colegiado no dia 19, após o carnaval, enquanto a defesa tenta restringir o alcance das perguntas.

Além das suspeitas financeiras, a Polícia Federal apura se houve pressão sobre autoridades para evitar a liquidação da instituição. O avanço tecnológico nas perícias digitais coloca novas peças no tabuleiro e pode ampliar o desgaste político e jurídico em torno do caso.

Com informações da CNN

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2026

União Brasil e PP costuram nominata conjunta para deputado federal no RN em 2026

União Brasil e Progressistas (PP) avançaram, nos bastidores, nas tratativas para a construção de uma nominata conjunta na disputa por vagas de deputado federal no Rio Grande do Norte nas eleições de 2026. A articulação integra a estratégia das duas siglas para robustecer a chapa proporcional, ampliar competitividade eleitoral e otimizar a distribuição de votos no estado.

Segundo apuração do comentarista político Tacio Cavalcanti, as conversas já trabalham com nomes considerados pilares iniciais da composição. Estão no radar o ex-governador Robinson Faria, o deputado federal Benes Leocádio, o ex-deputado federal João Maia e o ex-deputado estadual Kelps Lima.

Dentro desse arranjo, já está confirmada a entrada do vereador de Natal, Matheus Faustino, que passa a integrar formalmente o projeto proporcional costurado em conjunto por União Brasil e Progressistas.

No recorte de gênero, há um acordo inicial para a inclusão de Leila Maia na nominata. Paralelamente, o PP atua para ampliar a participação feminina, com a busca ativa por novos nomes que reforcem a chapa e atendam às exigências legais e estratégicas da disputa proporcional.

Apesar do avanço nas conversas, interlocutores ouvidos ressaltam que o desenho ainda está em fase de ajustes. Os nomes citados podem sofrer alterações à medida que as negociações avancem e que o cenário partidário se consolide até o calendário oficial de definições eleitorais de 2026.

Portal 98 FM

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2026

Babá reforça o municipalismo na chapa de Álvaro

Presidente da Federação dos Municípios do RN (FEMURN), Babá Pereira entra no projeto político como peça-chave para ampliar a presença da chapa nos municípios. Sua atuação municipalista fortalece o diálogo direto com prefeitos, lideranças locais e bases políticas do interior.

Nos bastidores, a leitura é de que Babá agrega capilaridade e articulação à chapa, consolidando a presença de Álvaro Dias em todas as regiões do estado e reforçando o peso político do projeto junto às administrações municipais.

“A gente engole, depois cospe”, disse Isolda Dantas

Nos corredores da política, uma declaração antiga voltou a circular como símbolo das voltas que o tempo dá. Durante o período em que o PT firmou aliança com o MDB do vice-governador Walter Alves, a deputada estadual Isolda Dantas soltou a frase que ficou marcada: “a gente engole, depois cospe”.

O cenário mudou, alianças se redesenharam e a política segue mostrando que nada é definitivo. A lembrança da fala de Isolda reaparece agora como retrato das ironias e reviravoltas que sempre marcam o jogo político.

Do Robson Pires

Dono do Master fez maratona no Banco Central: foram 17 visitas e até 8 horas dentro do órgão em ano da crise

O banqueiro Daniel Vorcaro, proprietário do liquidado Banco Master, esteve ao menos 17 vezes nas sedes do Banco Central, em Brasília e São Paulo, ao longo de 2025, em reuniões com áreas estratégicas da autarquia. Registros obtidos via Lei de Acesso à Informação mostram que ele acumulou mais de 34 horas dentro do BC justamente durante o período mais crítico da tentativa de salvar a instituição financeira.

As visitas ocorreram enquanto o Master buscava recuperar liquidez, negociava ativos com o BRB e enfrentava o avanço das investigações que culminariam na liquidação do banco. Parte dos encontros foi diretamente com o presidente do BC, Gabriel Galípolo, inclusive em datas sensíveis, como abril e maio, quando decisões relevantes sobre o banco foram tomadas.

Um dos episódios mais emblemáticos ocorreu em 22 de julho, quando Vorcaro permaneceu mais de oito horas nas dependências do Banco Central. Dois dias depois, a autarquia autorizou a venda do Banco Voiter, ligado ao conglomerado do Master, a um ex-sócio do banqueiro — operação que posteriormente entrou no radar da Operação Compliance Zero.

A defesa de Vorcaro sustenta que ele nunca foi alertado sobre risco iminente de liquidação, enquanto a área de fiscalização do BC afirma ter identificado indícios de irregularidades e acionado rapidamente Ministério Público e Polícia Federal. Procurados, nem o Banco Central nem os advogados do empresário comentaram os registros das visitas.

Prefeitura de Mossoró anuncia suspensão de contratos após investigação federal

A Prefeitura de Mossoró informou que irá interromper os vínculos contratuais com as empresas DisMed e Mais Saúde, alvos da Operação Mederi, conduzida pela Polícia Federal. As duas companhias aparecem no inquérito que apura supostas irregularidades na aplicação de recursos da saúde pública.

Segundo as investigações, os contratos estão entre os pontos examinados pelos órgãos de controle, que buscam esclarecer a possível existência de um esquema de desvio de verbas. O caso tramita na Justiça e ainda está em fase de apuração.

O prefeito Allyson Bezerra foi citado no processo investigatório, conforme registros judiciais, e nega irregularidades. A decisão sobre responsabilidades e eventuais punições caberá ao Judiciário após a conclusão das investigações.

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2026

Perícia da PF usa tecnologia avançada para acessar celular de dono do Banco Master

A Polícia Federal recorre a ferramentas de perícia digital de alta complexidade para acessar o conteúdo do celular do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, que se recusou a fornecer a senha do aparelho durante depoimento. À PF, ele afirmou ter “amigos de todos os Poderes” e disse temer o vazamento de informações sobre relações pessoais e privadas em Brasília.

A informação é do jornal O Globo. Mesmo sem a colaboração do investigado, o material apreendido — incluindo celulares de Vorcaro, de familiares, ex-sócios e do investidor Nelson Tanure — já teve os dados extraídos em uma área de acesso restrito do Instituto Nacional de Criminalística (INC), na capital federal. O conteúdo foi encaminhado à Procuradoria-Geral da República (PGR) e deve ser decisivo para definir se o caso permanece no Supremo Tribunal Federal (STF) ou desce para a primeira instância, possibilidade já admitida pelo relator Dias Toffoli.

Para romper as barreiras de segurança, a PF utiliza softwares especializados, um de origem israelense e outro norte-americano, capazes de quebrar senhas e acessar dados em sistemas iOS e Android. A análise envolve técnicas semelhantes às usadas em grandes operações anteriores e é conduzida por peritos com experiência em grandes volumes de dados e inteligência artificial.

O trabalho é coordenado pelo perito Luiz Felipe Nassif, chefe do setor de informática da PF, que também desenvolveu um sistema interno usado há mais de uma década para filtrar evidências digitais em meio a milhões de arquivos. Antes da extração, os aparelhos passam por protocolos rigorosos de preservação, como o isolamento em recipientes que bloqueiam sinais externos, garantindo a cadeia de custódia do material.

Entre os dados de interesse estão mensagens, áudios e grupos de WhatsApp mantidos por Vorcaro, inclusive conversas criadas às vésperas da Operação Compliance Zero, que apura suspeitas envolvendo o Banco Master e outras empresas do setor financeiro. Parte desse material chegou a ser compartilhada com a CPI do INSS, mas teve o acesso posteriormente suspenso por decisão judicial.

Além da análise de comunicações, a perícia também deve se debruçar sobre planilhas e documentos financeiros que possam ser recuperados, inclusive arquivos apagados. Técnicas como o “datacarving”, que tenta reconstruir dados excluídos a partir de fragmentos digitais, fazem parte do arsenal usado pelos investigadores e podem revelar informações sensíveis para o andamento do inquérito.

Disputa pelo Senado expõe fragilidade dos segundos nomes no RN

Um fato chama atenção no atual desenho político do Rio Grande do Norte: nenhuma das principais chapas em formação conseguiu apresentar, até agora, um segundo nome forte para a disputa ao Senado.

Nem a chapa encabeçada por Cadu Xavier, nem a de Álvaro Dias, tampouco a de Allyson Bezerra conseguiu avançar na construção de um segundo candidato competitivo. O vazio é geral e revela uma dificuldade clara de articulação para além dos nomes já consolidados.

O cenário mostra que a corrida ao Senado segue desequilibrada e concentrada em poucas lideranças. Até agora, ninguém conseguiu tirar do papel um segundo nome que realmente se sustente. E, enquanto isso não acontece, o tabuleiro permanece travado — com muita conversa e pouca definição.

Do Robson Pires

terça-feira, 3 de fevereiro de 2026

Governo Lula vê gastos da máquina pública dispararem e atingirem maior nível em 9 anos

Os gastos administrativos para manter a máquina pública federal em funcionamento chegaram a R$ 72,7 bilhões em 2025, o maior valor dos últimos nove anos, segundo dados da Secretaria do Tesouro Nacional corrigidos pela inflação. As despesas voltaram a ultrapassar a marca dos R$ 70 bilhões no terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), após ficarem em patamar menor durante as gestões de Michel Temer e Jair Bolsonaro.

Entre os custos que mais pressionam o orçamento estão contas básicas e operacionais, como energia elétrica, água, tecnologia da informação, limpeza, vigilância, combustíveis, aluguel de imóveis e veículos, além de passagens e serviços bancários. O avanço dessas despesas tem reduzido o espaço disponível para investimentos e programas públicos, já que fazem parte dos chamados gastos livres do governo dentro das regras do arcabouço fiscal.

Como as despesas obrigatórias — como salários, aposentadorias e benefícios — crescem acima do limite anual permitido, o governo acaba comprimindo ainda mais a margem para investimentos em áreas como infraestrutura, universidades federais, bolsas científicas, fiscalização ambiental e programas sociais. Para 2026, o Ministério do Planejamento estima cerca de R$ 129,2 bilhões disponíveis para gastos discricionários, dos quais grande parte já é consumida pelo custeio da máquina.

Especialistas apontam que o cenário fiscal deve dificultar novas iniciativas em pleno ano eleitoral. Para o economista Jeferson Bittencourt, a combinação de despesas obrigatórias em alta e calendário político tende a limitar ações do governo. Já Marcus Pestana, da Instituição Fiscal Independente, avalia que o modelo atual cria uma margem “medíocre” para investimentos, indicando um horizonte fiscal desafiador para o país.

Com informações do G1

BC esconde dados de reuniões entre Moraes e Galípolo e gera nova crise sobre transparência

O Banco Central se recusou a divulgar informações sobre encontros entre o presidente da instituição, Gabriel Galípolo, e o ministro do STF Alexandre de Moraes, alegando riscos à segurança da sociedade e do Estado. O órgão afirmou ainda que não registra discussões ocorridas em reuniões com “altas autoridades da República”, mesmo após pedidos feitos via Lei de Acesso à Informação (LAI).

A informação é da colunista Malu Gaspar, do jornal O Globo. A decisão contrasta com declarações públicas do próprio Galípolo, que em dezembro afirmou ter documentado todas as ações, reuniões e comunicações relacionadas ao caso Banco Master — instituição cujo negócio com o BRB foi barrado pelo BC. Reportagem revelou que Moraes teria procurado o dirigente ao menos quatro vezes durante o período em que a operação estava sob análise do regulador.

Os pedidos de acesso incluíam listas de encontros presenciais, ligações e contatos virtuais entre março e dezembro de 2025, além de eventuais registros em atas ou documentos oficiais. Todos foram negados. O BC também citou a Lei Magnitsky, usada pelo governo Donald Trump contra o ministro, como justificativa para manter sigilo sobre as agendas.

Para especialistas em transparência, a ausência de registros é preocupante e prejudica o controle público sobre decisões sensíveis. Fontes relataram que Moraes teria defendido a aprovação do negócio envolvendo o banqueiro Daniel Vorcaro, enquanto o ministro nega qualquer pressão sobre o Banco Central.

Com informações do Blog da Malu Gaspar, do O Globo

Álvaro Dias avalia Babá Pereira como nome forte para a vice

Já foram dados os primeiros passos na construção da pré-candidatura de Álvaro Dias ao Governo do Estado, mas a definição do nome que irá compor a chapa como vice ainda ficará para um momento posterior. O ex-prefeito de Natal faz questão de deixar claro que não há pressa nessa escolha.

Questionado sobre o nome de Babá Pereira, com quem cumpriu agenda no último fim de semana, Álvaro não descartou a possibilidade e avaliou de forma positiva. Para ele, Babá é um bom nome e reúne atributos políticos relevantes para o projeto em construção.

Álvaro destacou ainda o peso político do aliado, lembrando que Babá Pereira é presidente da Femurn e possui boa relação com prefeitos de todo o estado, o que amplia o diálogo municipalista da chapa.

Apesar disso, o pré-candidato reforça que o processo está apenas começando e que ainda há tempo para conversar, ouvir o grupo e amadurecer a decisão sobre a composição final da chapa majoritária.

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026

Allyson deve lançar pré-candidatura ao governo em evento neste sábado

O prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra (União Brasil), deve lançar a pré-candidatura ao governo do Rio Grande do Norte em um evento de seu grupo político neste sábado (7). As apurações são da jornalista Anna Ruth Dantas, da 98 FM Natal.

De acordo com a apuração da jornalista, o encontro reforçará a união do grupo (formado pelas legendas União Brasil, PP, MDB, Solidariedade e PSD) em torno do nome de Bezerra ao pleito de outubro. No sábado (1º), os partidos estiveram reunidos em um encontro que marcou as articulações políticas em preparação para as eleições.

As reuniões, ainda conforme apurado por Anna Ruth, também representam uma demonstração de solidez política após a repercussão da Operação Mederi (na qual Allyson foi um dos alvos), deflagrada pela Polícia Federal no território potiguar com o objetivo de desmontar um esquema de desvio de recursos públicos e fraudes em licitações na área da saúde.

As ações da PF também aceleraram o lançamento, que ocorreria após o Carnaval.

A operação

As investigações indicam a existência de irregularidades em contratos de fornecimento de insumos para a rede pública de saúde, firmados com empresas sediadas no Rio Grande do Norte. Essas empresas, segundo a PF, prestavam serviços a administrações municipais de vários estados brasileiros.

A apuração teve início a partir de auditorias realizadas pela Controladoria-Geral da União (CGU). Relatórios do órgão apontam falhas graves na execução dos contratos, incluindo pagamentos por materiais que não teriam sido entregues, fornecimento inadequado de insumos e prática de sobrepreço.

Portal 98 FM

Impostos sobre consumo ganham espaço na arrecadação apesar do discurso de Lula de taxar os mais ricos

Apesar do discurso do governo Lula de ampliar a tributação sobre os mais ricos, os impostos incidentes sobre renda e patrimônio perderam participação na arrecadação federal nos primeiros anos da atual gestão. Dados da Receita Federal mostram que esses tributos representavam 42% do total arrecadado em 2022, último ano do governo anterior, e caíram para 40% em 2025, dentro de um montante de R$ 2,8 trilhões.

No mesmo período, quem ganhou peso foram os impostos sobre consumo, que afetam de forma mais direta a população de baixa renda. A participação dos tributos sobre bens e serviços subiu de 24,8% para 26,8% do total arrecadado, enquanto as cobranças sobre movimentações financeiras também avançaram, ainda que de forma mais tímida. Já os tributos sobre a folha de salários perderam espaço, encerrando 2025 com 28,4% do bolo.

Especialistas apontam que o movimento tem relação com fatores técnicos e conjunturais, como o fim de desonerações concedidas em 2022, mudanças após decisões do STF e a maior eficiência da máquina arrecadatória, especialmente na cobrança de PIS e Cofins. Além disso, a perda de dinamismo nos lucros de setores como o petrolífero reduziu a arrecadação de impostos sobre o lucro das empresas, que são mais voláteis.

Apesar disso, em valores nominais, todos os grupos de tributos cresceram acima da inflação, reflexo da estratégia do governo de priorizar o aumento de receitas em vez do corte de despesas. A expectativa do Planalto é que, a longo prazo, a reforma tributária do consumo e medidas como o imposto mínimo sobre altas rendas aumentem a progressividade do sistema, embora, por ora, o peso maior da arrecadação continue recaindo sobre o consumo.

Com informações do O Globo