Na política, decisões estratégicas raramente são tomadas por impulso. Lideranças experientes costumam avaliar cenários, medir forças e observar o ambiente eleitoral antes de definir um posicionamento. O presidente da Assembleia Legislativa, Ezequiel Ferreira, demonstra seguir essa lógica ao deixar a base da governadora Fátima Bezerra (PT) e declarar apoio ao projeto liderado por Álvaro Dias.
A
mudança de lado representa um dos movimentos políticos mais relevantes da
pré-campanha no Rio Grande do Norte. Com forte influência sobre prefeitos,
vereadores e lideranças municipais, Ezequiel agrega musculatura política a um
grupo que busca ampliar sua capilaridade no Estado.
O
gesto também revela pragmatismo. Políticos com a experiência de Ezequiel
dificilmente fazem movimentos dessa dimensão sem avaliar o cenário eleitoral, a
capacidade de articulação dos grupos e as perspectivas para a disputa. Ao
migrar para o novo palanque, ele sinaliza que enxerga maior competitividade e
melhores condições de construção política nesse projeto.
Ao
mesmo tempo, sua saída representa mais um revés para o governo Fátima Bezerra.
A perda de um aliado histórico evidencia as dificuldades enfrentadas pelo grupo
governista para manter sua base unida em um momento decisivo do processo
eleitoral.
Na
política, quem ocupa posições de liderança sabe que alianças são construídas
com base em estratégia, viabilidade e perspectiva de vitória. A movimentação de
Ezequiel Ferreira reforça justamente essa leitura: ele escolheu estar onde
acredita existir maior força política para a disputa de 2026.




























