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| Marcello Casal Jr. - ABr |
Os prefeitos da gestão 2013-2016
terão desafios a cumprir na Educação Infantil. São metas estabelecidas no II
Plano Nacional de Educação (PNE), que tramita em fase final no Congresso
Nacional, e dá prazo de 10 anos para que os governos, principalmente os
municipais, possam expandir o número de vagas e melhorar a qualidade do ensino
nas escolas públicas. A Confederação Nacional de Municípios (CNM) apresenta
esses desafios.
De acordo com o PNE, até 2022 os
Municípios deverão matricular 50% da população de 0 a 3 anos na creche. E, a
Emenda Constitucional (EC) 59/2009, diz que até 2016 – último ano de mandato
dos atuais prefeitos -, estes entes deverão atender todas as crianças de 4 e 5
anos na pré-escola. A CNM reforça: é tarefa dos prefeitos planejar a expansão
dessas matrículas.
A Confederação fez um
levantamento e os resultados mostram: em 2012, havia no Brasil 5,6 milhões de
crianças de quatro e cinco anos. Deste total, 4,7 milhões estavam matriculadas
na pré-escola, em todas as redes de ensino. Portanto, 83,9% dessas crianças
estavam na escola. Se considerarmos o mínimo de 98% de atendimento educacional
nesta faixa etária, até 2016 serão necessárias mais 618 mil vagas.
Creches
O levantamento apontou também o
atendimento nas creches. Em 2012, eram 10,5 milhões de crianças de zero a três
anos. Um total de 2,5 milhões de matrículas em creches, contudo 23,9%. Com
menos nascimentos a cada ano, até 2022 será necessário mais 1,9 milhão de vagas
na creche, conclui-se.
Para auxiliar os governos
municipais na construção de creches e possibilitar o cumprimento das metas, o
governo lançou o programa Proinfância. Ele consiste na transferência de
recursos para construção de escolas de educação infantil e compra de material
permanente (mobiliário e equipamentos).
Ocorre que, das 7 mil escolas de
educação infantil anunciadas, somente 749 foram entregues, outras 2 mil
encontram-se em fase de construção e 3 mil estão previstas para 2013. Além
disso, “o Ministério da Educação constrói o prédio escolar e é do Município a
responsabilidade pela manutenção da nova escola, sendo muito mais elevado o
custo do pagamento de pessoal e das outras despesas correntes”, alerta o
presidente da CNM, Paulo Ziulkoski.
Por CNM
Por CNM








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