Do Jornal de Hoje - A
revista Istoé mostrou no final de semana uma matéria sobre uma investigação da
Polícia Federal baseado em denúncia de que o senador José Agripino, presidente
nacional do DEM, teria utilizado sua influência para fazer o Executivo Estadual
favorecer a Empresa Industrial Técnica (EIT) com contratos milionários e citou
as obras do Contorno de Mossoró como uma das fontes de renda pública para a
empresa. Porém, essa não é a única obra de mobilidade nas mãos da empresa, que
teve Agripino como sócio (segundo a revista). A EIT também é responsável pela
construção do acesso do aeroporto de São Gonçalo do Amarante.
Segundo o Departamento
de Estradas de Rodagem (DER) do Rio Grande do Norte, a vencedora do certame
licitatório para a construção dos acessos foi a Queiroz Galvão. No entanto, ela
desistiu da obra, fazendo com que a segunda colocada na licitação, EIT,
assumisse a responsabilidade da entrega, mesmo com o fato do contrato de
financiamento com a Caixa Econômica Federal (CEF) ter sido assinado no dia 1º
de abril, quando já não havia mais os 24 meses necessários para a execução da
obra. Restavam apenas 11 meses.
Segundo o DER, nessa
situação, o Governo consultou a segunda colocada, a EIT, que de pronto aceitou
a proposta. A ordem de serviço foi assinada em 6 de abril, mas a obra só
começou de fato em agosto. Até novembro, haviam sido executados o desmatamento
e a terraplanagem da área. Ainda deve ter início a construção da base e do
asfalto dos acessos.



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