A política do Rio
Grande do Norte está bem distante do que víamos há alguns anos ou décadas. As
lideranças autossuficientes, onipotentes ou messiânicas não existem mais.
Tudo depende de algo,
de fatores exógenos (externos).
A palavra depende,
quase imperceptível, está na engrenagem de tudo, até porque é quase impossível
se separar oposição de situação, verde de encarnado, gato de lebre.
Robinson Faria (PSD)
dependia da vontade do PMDB para ser candidato da oposição ao Governo do
Estado, mas passou a depender do incentivo caviloso do PT.
O PMDB depende de Wilma
de Faria (PSB) ser candidata ao Senado, para não atrapalhar seus projetos de
chegar ao Governo do Estado.
Wilma de Faria (PSB)
depende do PMDB para consolidar seu projeto pessoal de ser candidata ao Senado.
Fátima Bezerra (PT)
depende de alguém aceitar se compor com o PT e ser candidato ao Governo do
Estado, para poder arrimar sua postulação ao Senado.
José Agripino (DEM)
depende de acordo com o PMDB de Henrique Alves, para poder garantir meios à
reeleição do filho Felipe Maia (DEM) à Câmara Federal.
Henrique Alves depende
de uma série de arrumações, composições, alianças, afagos e agrados para se
viabilizar como candidato a governador.
Rosalba Ciarlini (DEM)
depende de quase tudo, mas principalmente de um milagre para ser candidata à
reeleição e, candidata, conseguir se reeleger.
E a gente – povo –
depende da vontade, conchavos e aspirações pessoais deles.
Enfim, tudo depende de
algo mais.
Ninguém tem forças para
marchar só, com nariz empinado, com cenho triunfalista, sob a certeza da
vitória.
Já é um bom começo para
nós – povo.
Aí depende.
Há controvérsia.
Por Carlos Santos








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