Faltando menos de duas
semanas para o início das convenções partidárias, um dos maiores partidos no
Rio Grande do Norte, o Democratas, ainda não sabe qual rumo vai tomar. Se vai
para a disputa majoritária lançando a governadora Rosalba Ciarlini a reeleição
ou se apoiará o pré-candidato ao Governo, Henrique Eduardo Alves (PMDB),
ex-aliado, facilitando assim a reeleição dos deputados estaduais e o único
federal que possui. O que não dá, segundo o deputado federal Felipe Maia, é o
partido continuar nesse impasse.
Tanto é assim que o
parlamentar, filho do presidente nacional do DEM, o senador José Agripino, decidiu
tomar a frente e tentar chegar a um consenso sobre o rumo da sigla no Rio
Grande do Norte. Felipe, junto ao deputado estadual Getúlio Rêgo, líder do
governo na Assembleia Legislativa, procurou Rosalba Ciarlini e o marido dela,
Carlos Augusto Rosado, secretário-chefe do Gabinete Civil, para isso, contudo,
ainda não obteve qualquer definição sobre a situação partidária.
“O tempo está passando
e é preciso validar as alianças. A viabilidade eleitoral dos que disputam um
cargo no legislativo deve ser levada em consideração. Afinal, nosso partido
quer crescer”, afirmou Felipe Maia, ressaltando que, no momento, isso é “tudo
que tem a dizer sobre o assunto”.
A “antecipação” de
Felipe Maia e de Getúlio Rêgo em discutir o assunto não é por acaso. A cada dia
que passa, o DEM ver reduzir a sua margem de possibilidades de aliança e,
consequentemente, os deputados acabam ficando com um número menor partidos para
se aliar e facilitar, pelo menos, a reeleição deles nas respectivas casas
legislativas. Sozinho, o Democratas no RN dificilmente conseguirá manter a vaga
que tem na Câmara Federal ou as três que possui (além de Getúlio, José Adécio e
Leonardo Nogueira) na Assembleia.
Jornal de Hoje








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