O presidente da Câmara
federal, o potiguar Henrique Alves, quer colocar votação nesta quarta (16) o
aumento em 2% do repasse do Fundo de Participação dos Municípios (FPM). É uma
medida aguardada com muita ansiedade pelos prefeitos brasileiros.
O deputado federal João
Maia (PR), vice na chapa do governadorável Henrique Alves (PMDB), e a candidata
ao Senado, Wilma de Faria (PSB), andam afinados com Henrique quando o assunto é
Fundo de Participação dos Municípios, que a presidente Dilma Rousseff (PT)
teima em empurrar com a barriga a votação do projeto que garante o reajuste de
2% no repasse para os municípios brasileiros.
Quando tudo caminhava
para ser aprovado na Comissão Especial, eis que um deputado de pouca
visibilidade do PT pede vista do processo, e a um colega de plenário, deixou
vazar que atendia a pedidos lá de cima.
Enquanto isso,
prefeitos, até mesmo os que apoiam a presidente, clamam a Deus pela votação.
Relator do projeto na
Comissão criada especificamente para debater o assunto, João Maia espera os
trâmites para aprovar o relatório na Comissão antes de mandar para o plenário.
Hoje Henrique iria
convocar uma sessão deliberativa para encurtar o caminho que fará o projeto
chegar ao plenário.
Caso a sessão aconteça,
na quarta-feira o relatório poderá ser lido e votado na Comissão e encaminhado
automaticamente ao plenário.
Candidata ao Senado,
Wilma de Faria tem se pronunciado como presidente do PSB em favor da votação do
projeto e fez críticas ao que chamou de manobra do Governo para não votar o
projeto.
"A
proposta que reajusta o FPM é importante para amenizar a situação dos
municípios que tiveram perdas com as quedas nos repasses no Fundo de
Participação. É preciso votar urgente, sem adiamentos, porque as dificuldades
financeiras e orçamentárias dos municípios têm implicações para as prefeituras
e a população”, divulgou Wilma em suas redes sociais, lembrando que a
direção nacional do PSB já anunciou que a bancada do partido vota favorável ao
projeto.
“Não é possível deixar mais os municípios em dificuldades. Quem mais
sofre é a população que precisa ser atendida pelos serviços públicos e dos
investimentos das prefeituras”,disse a ex-governadora.








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