Em meio aos maiores
reajustes em uma década, a alta das contas de luz põe em xeque as projeções do
Banco Central para uma inflação no próximo ano abaixo do teto fixado na
legislação. Pelos cálculos do BC, o IPCA, índice usado como referência para as
metas da política de juros, fechará 2015 entre 6% e 6,1%, enquanto a maior
parte dos bancos e consultorias estima taxas mais próximas ou acima do limite
máximo de 6,5%, segundo previsão da Folha de São Paulo.
As previsões oficiais
pressupõem uma elevação das tarifas residenciais de energia elétrica de 17%
percentual que, embora elevado, está abaixo dos esperados por analistas de
mercado, que chegam aos 20%. A conta de luz tem peso considerável no IPCA: em
novembro, ela respondeu por 2,9% do orçamento familiar considerado para a
apuração do índice, e essa parcela está em alta com o encarecimento da energia.








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