A missão da nova equipe
econômica do governo federal é fazer um ajuste fiscal significativo este ano.
Para isso, até mesmo os programas federais, inclusive os sociais, passarão por
uma “análise minuciosa”. Em outras palavras, cortes deverão ser feitos para
melhorar a situação econômica do Brasil. O governo quer tornar o programas mais
eficientes, explicou o secretário-executivo do Ministério do Planejamento,
Dyogo Oliveira.
Esta revisão nos
programas, principalmente aqueles que dependem de convênio com as prefeituras,
é reivindicação feita há anos pela Confederação Nacional de Municípios (CNM).
Em discursos e reuniões com o governo federal, o presidente Paulo Ziulkoski
aponta muitos desses programas como causa da crise nas finanças municipais.
Criado no início deste
ano, o Grupo de Trabalho Interministerial para Acompanhamento de Gastos
Públicos (GTAG) será o responsável por esta tarefa. Representantes dos
Ministérios da Fazenda, do Planejamento, da Casa Civil, além da Controladoria-Geral
da União (CGU) deverão ajudar a equipe econômica a definir o tamanho do
contingenciamento do Orçamento de 2015.
Formulação do PPA
“Cortar de forma mais
eficiente” é a explicação de Dyogo Oliveira, que ainda não citou números, tão
pouco quais os programas sofrerão mais com o contingenciamento. “Todos os
programas vão ser analisados. Isso não quer dizer que vai ter alteração em
todos os programas”, declarou.
A primeira reunião do
GTAG está marcada para esta quarta-feira, 4 de fevereiro. Um relatório parcial
sobre a análise dos gastos deve ser entregue em 90 dias, e em 180 dias, um
documento final. O resultado ajudará na composição do Projeto de Orçamentário
de 2016 e do Plano Plurianual (PPA) de 2016-2019.








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