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sexta-feira, 20 de novembro de 2015

Seca no Nordeste reflete no aumento de preço dos alimentos, diz Felipe Maia

O nível dos reservatórios de água do Rio Grande do Norte registrou 22,3% de sua capacidade em novembro deste ano. No mesmo período em 2012, esse percentual chegava a 56,4% de água. De acordo com o deputado federal Felipe Maia (DEM), em discurso nesta quinta-feira (19), na tribuna da Câmara, a região Nordeste vive a pior crise de abastecimento dos últimos 50 anos e a falta de água reflete no aumento de preços dos alimentos na região.

A capacidade dos reservatórios há muito preocupa. O Nordeste registrava 48,9% de água, em novembro de 2012, e agora não chega a 20%. Além disso, a estiagem prolongada também contribui para a inflação dos alimentos. A seca diminui a oferta de alimentos e os preços sobem. E esse aumento é sentido no bolso dos nordestinos e dos potiguares”, disse.

Por conta das safras menores, em Pernambuco, o preço das hortaliças registrou aumento de 30% em relação ao mesmo período do ano passado, segundo levantamento do Centro de Abastecimento e Logística (Ceasa) do estado. No RN, a produção de frutas irrigadas caiu 25% em 2015 e a queda na produção de cana de açúcar foi de 30%. A seca também atingiu o pequeno agricultor e as culturas de subsistência. O algodão e a castanha de caju, por exemplo, tiveram queda de 60%.

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