O PL já tem um plano estruturado para tentar votar a anistia mesmo sem o aval do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB). A estratégia é simples e considerada audaciosa: esperar Motta deixar o país e, no momento em que o vice-presidente da Casa, Altineu Côrtes (PL-RJ), assumir como presidente interino, colocar o tema imediatamente em votação. A cúpula bolsonarista já tenta essa manobra há semanas.
O presidente do PL,
Valdemar Costa Neto, chegou a ligar para Côrtes durante a viagem de Motta à
COP30, pressionando o aliado para abrir a sessão com a anistia na pauta. O
vice, no entanto, recuou alegando que não poderia atropelar a agenda deixada
por Motta. A pressão veio até de dentro da bancada: o líder Sóstenes Cavalcante
exigiu pessoalmente que Altineu cumprisse a promessa feita à família Bolsonaro.
Mesmo assim, ele resistiu.
A operação quase foi
deflagrada novamente nesta semana, mas os planos ruíram quando Motta cancelou
uma viagem à Europa — justamente o cenário que permitiria ao PL forçar a pauta.
O partido insiste na promessa feita publicamente por Altineu em agosto: de que,
na primeira oportunidade como presidente interino, colocaria a anistia para
votação.
Hugo Motta, porém, segue
irredutível. Aliados afirmam que ele não vê clima político para votar o tema e
avalia que a proposta seria derrotada em plenário. O presidente da Câmara e
líderes do Centrão tentam se distanciar de uma votação que, em plena reta final
do ano legislativo, poderia gerar um desgaste ainda maior para o Congresso.
Com informações do
Metrópoles








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