O prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra, tenta vender a ideia de que a eleição para o Governo do Estado não será influenciada pela polarização nacional. Diz que o eleitor quer gestor, não ideologia. O discurso soa bonito, mas passa longe da realidade. A polarização já começou faz tempo e tem nome, sobrenome e carimbo nacional. O PT tratou de deixar isso claro ao batizar seu provável candidato como Cadu de Lula. A partir daí, acabou qualquer conversa de eleição neutra ou descolada do cenário nacional.
Além disso, Allyson
também insiste em dizer que ainda não decidiu se será candidato, como se
estivesse refletindo calmamente sobre o futuro. Difícil convencer alguém disso.
Seu nome aparece em todas as pesquisas para o governo, ele nunca desmentiu,
nunca pediu retirada e nunca reclamou de exposição indevida. Pelo contrário,
sempre tratou os números com naturalidade. Isso não é postura de quem ainda
está em dúvida.
A tal viagem para
“descansar e decidir” parece mais encenação do que reflexão. A decisão, na
prática, já foi tomada há muito tempo. Falta apenas o anúncio oficial. E quanto
à polarização, negar sua existência é fechar os olhos para um fato óbvio: em
2026, com Lula de um lado e a oposição do outro, o Rio Grande do Norte não
ficará fora desse embate.








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