Quando a sucessão de 2026 começou a ganhar forma, o vice-governador Walter Alves foi rápido em tornar públicas suas metas: assumiria o Governo, não seria candidato à reeleição, priorizaria a formação de uma bancada forte na Assembleia Legislativa, com chances reais de assegurar a presidência da Casa, e ainda trabalharia para eleger dois deputados federais.
Naquele momento, as
projeções para a nominata de deputado estadual indicavam um MDB muito
competitivo, com chances de eleger oito ou até nove parlamentares. A lista
contaria com Ezequiel, Kléber, Ivanilson, Galeno, Ubaldo, Eudiane, Hermano,
Nélter, Bernardo e Galeno. Nada menos que dez deputados de mandato, todos no
MDB. Um verdadeiro chapão.
O tempo passou e os
planos mudaram. Walter Alves não quer mais assumir o Governo e decidiu, ele
próprio, disputar uma vaga de deputado estadual.
Ivanilson e Ubaldo, que
chegaram a anunciar publicamente filiação ao MDB, desistiram. Bernardo se
acertou com o PV. Galeno, Nélter e Kléber avançaram nas negociações com o PP.
Eudiane e Hermano devem permanecer no PV. A debandada foi generalizada, restando
no MDB apenas Walter e Ezequiel.
É nesse contexto que se
compreende a declaração do deputado João Maia, quando afirmou que o combinado
seria ajudar o MDB a formar uma nominata.
Do chapão ao esvaziamento
quase completo. Esse foi o resultado direto da mudança de planos do
vice-governador Walter Alves. Para um partido cujo discurso recorrente era de
que a prioridade em 2026 seria montar uma grande bancada na Assembleia e eleger
dois deputados federais, os fatos mostram que o roteiro está longe de seguir o
plano original.
Neto Queiroz








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