O anúncio da vinda do ministro dos Transportes, Renan Filho, ao Rio Grande do Norte para autorizar o início das obras de duplicação da BR-304 soa mais como peça de marketing político do que como fato concreto. A governadora Fátima Bezerra comemorou nas redes sociais, falou em máquinas na pista e tentou vender a ideia de que, agora, a obra finalmente vai sair.
Mas a realidade do Rio
Grande do Norte desmente o discurso. Fátima Bezerra não conseguiu sequer tapar
a buraqueira das estradas estaduais, muitas delas em situação caótica, quanto
mais entregar uma duplicação de rodovia federal do porte da BR-304. O histórico
da gestão não autoriza otimismo.
A duplicação da BR-304 é
uma promessa antiga, repetida em quase toda eleição. E, curiosamente, volta à
pauta justamente em ano eleitoral. Não é coincidência, é método. Serve para
discurso, vídeo em rede social e palanque, mas não convence quem já cansou de
ouvir anúncio sem obra.
Basta olhar para a
própria história recente do governo. A Reta Tabajara, símbolo máximo da
ineficiência e da lentidão, se arrasta há quase 20 anos e atravessa diferentes
gestões, incluindo a de Fátima, sem conclusão. Se uma obra menor não sai do
lugar, por que acreditar que a duplicação da BR-304 terá destino diferente?








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