A despesa do setor público consolidado –União, Estados, municípios e estatais– com juros da dívida será recorde no 3º governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O gasto médio será 7,64% do Produto Interno Bruto.
O
pico anterior havia sido no 1º mandato de Lula, de 2003 a 2006, quando o
pagamento médio foi de 7,25% do PIB. O governo Jair Bolsonaro (PL) teve o menor
patamar da história com esse tipo de despesa (4,97%). O percentual foi
impactado pela pandemia de covid-19, quando o Banco Central reduziu o
juro-base, chegando até 2% ao ano, para estimular a economia em momento de
crise sanitária.
O
gasto com juros da dívida está em trajetória de expansão. No acumulado de 12
meses até março, o setor público consolidado pagou R$ 1,08 trilhão com juros da
dívida, o maior valor anualizado em termos nominais da série histórica. A
despesa em base anual era de R$ 1,037 trilhão em fevereiro e de R$ 935 bilhões
em março de 2025.
Lula
culpou o ex-presidente do Banco Central Roberto Campos Neto pelos juros
elevados. Foram dezenas de críticas, que começaram em 18 de janeiro de 2023 e
se estenderam até a saída do ex-banqueiro central do cargo. Indicado pelo
governo, Gabriel Galípolo foi poupado das reclamações de Lula, apesar de ter
votado para subir a taxa básica, a Selic, depois da saída de Campos Neto.
A
Selic tem efeito importante no encarecimento dos juros da dívida. Quando Campos
Neto saiu do cargo, em dezembro de 2024, o juro-base estava em 12,25% ao ano.
Com Galípolo, subiu para 15% ao ano em junho de 2025, e permaneceu neste
patamar até março de 2026.
O
Copom (Comitê de Política Monetária) decidiu cortar a taxa básica para 14,50%
ao ano na reunião de 4ª feira (29.abr.2026).
Eis
o histórico anual de gastos com juros da dívida no governo Lula:
2023:
-6,56% do PIB;
2024:
-8,07% do PIB;
2025:
-7,91% do PIB;
2026:
-8,0% do PIB (estimativa do Boletim Focus).
Poder360








0 comentários:
Postar um comentário