O ministro do STF André Mendonça afirmou, durante julgamento na última terça-feira, que recebeu uma proposta de “delação seletiva” relacionada ao caso Banco Master e criticou a iniciativa, não revelando o nome do autor.
“Perderam
o pudor, ministro Gilmar.” “Me chegou uma proposta por um advogado (…)
‘Queremos fazer uma delação seletiva'”, declarou o magistrado durante sessão da
Segunda Turma do Supremo.
A
proposta teria sido apresentada pelo advogado Roberto Podval, que deixou a
defesa do ex-banqueiro Daniel Vorcaro em março. A informação foi publicada pelo
jornal O Globo e confirmada pela coluna da jornalista Carla Araújo, no UOL.
Questionado, o advogado não comentou o assunto.
Proposta
de delação rejeitada
Mendonça
afirmou que rejeitou a ideia e exigiu colaboração integral. “Não faço questão
de delação, agora, delação seletiva comigo, não”, disse.
De
acordo com a reportagem do UOL, a proposta envolveria evitar desgastes ao STF
ao supostamente poupar ministros de acusações feitas por Vorcaro. O ministro,
porém, teria deixado claro que qualquer acordo exigiria respostas completas
sobre os fatos investigados.
Durante
o julgamento, Mendonça também alertou para possíveis tentativas de
interferência nas apurações. “Todos nós devemos zelar para evitar ensejarmos
não só a nulidade, mas a hipótese de suspeitas sobre a condução (…) E mais que
isso, ministro Gilmar: tentativas de obstaculizar as investigações. Isso é
grave.”
Em
outro momento da sessão, o ministro relembrou uma conversa com Gilmar Mendes
antes de chegar ao STF. “Não tenho medo da morte, quanto mais de ser ministro
de um tribunal. Não tenho medo de combater o crime, aplicando a lei”, afirmou.








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