A segunda gestão da prefeita Mariana Almeida em Pau dos Ferros começa a receber críticas justamente pela comparação inevitável com seu primeiro mandato. A percepção entre setores da política local é de que a administração perdeu ritmo depois da reeleição e não consegue repetir o desempenho apresentado nos primeiros quatro anos.
Pedidos
são encaminhados, solicitações chegam à Prefeitura e, segundo as reclamações,
muitas respostas demoram ou simplesmente não aparecem. Aquela disposição
administrativa percebida no primeiro mandato teria dado lugar a uma gestão mais
acomodada.
Com
a chegada da campanha eleitoral, a crítica ganhou outro componente. A
reclamação é de que a política passou a consumir boa parte das atenções da
prefeita, enquanto demandas administrativas continuam esperando solução.
Há
também queixas de que cobranças feitas à administração são recebidas como se
fossem afrontas políticas. Cobrar solução para um problema da cidade,
entretanto, não significa necessariamente fazer oposição. É uma obrigação
legítima do cidadão e de suas lideranças.
Enquanto
isso, Mariana está empenhada em reunir sua base e pedir votos para os
candidatos que apoia nesta eleição. Fazer campanha é legítimo, mas não pode
transformar a Prefeitura em assunto secundário.
É
aquela velha armadilha do segundo mandato: no primeiro, existe a necessidade de
mostrar serviço para conquistar a reeleição; depois de reeleito, o risco da
acomodação aumenta.
Do Robson Pires







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