A
pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta terça-feira (5) mostra uma recuperação
do candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) em parte do eleitorado, após a
queda registrada entre maio e julho.
Entre
os eleitores que se identificam como direita não bolsonarista, Flávio passou de
74% para 81% das intenções de voto em um eventual segundo turno, um avanço de 7
pontos percentuais em relação ao levantamento de 15 de julho.
Tarifaço
desgasta Lula
Segundo
a Quaest, o novo tarifaço imposto pelo presidente dos Estados Unidos, Donald
Trump, impactou a avaliação da resposta do governo brasileiro.
Em
maio, 39% consideravam positiva a reação do governo Lula. Em agosto, o índice
ficou em 38%. Já a avaliação negativa subiu de 36% para 43%, fazendo o saldo
passar de +3 para -5.
Discurso
da soberania perde força
Lula
também perdeu espaço no tema da soberania nacional. Em julho, 51% dos
entrevistados afirmavam que o petista defendia melhor os interesses do Brasil.
Agora, esse percentual caiu para 46%.
Flávio
Bolsonaro, por sua vez, subiu de 34% para 38% nesse quesito.
Programas
do governo perdem impacto
A
pesquisa também aponta perda de força dos programas federais que beneficiavam a
imagem do governo.
A
avaliação de que o Desenrola é uma boa iniciativa caiu de 55%, em julho, para
47% em agosto.
Entre
os participantes da nova edição do programa, 30% disseram em junho que a renda
havia aumentado significativamente após aderirem ao Desenrola. O índice subiu
para 35% em julho, mas recuou para 26% em agosto.
Lula
ainda mantém liderança, mas vantagem diminui
Apesar
da recuperação do adversário, o presidente e candidato à reeleição Luiz Inácio
Lula da Silva (PT) segue na frente.
No
primeiro turno, Lula aparece com 39%, contra 30% de Flávio. Os demais
candidatos somam 13%. A vantagem do petista caiu de 12 para 9 pontos
percentuais em relação à pesquisa anterior.
Metodologia
A
pesquisa Genial/Quaest ouviu 2.004 eleitores, presencialmente, entre 31 de
julho e 3 de agosto. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou
para menos, com 95% de nível de confiança. O levantamento está registrado no
TSE sob o número BR-06591/2026.







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