A
crise no Supremo Tribunal Federal entrou de vez na disputa presidencial. A
campanha de Flávio Bolsonaro (PL) pretende intensificar os ataques a Alexandre
de Moraes e associar o ministro ao presidente Lula (PT), enquanto uma ala da
campanha petista defende que o presidente marque distância do magistrado.
No
entorno de Flávio, a avaliação é que o prolongamento da crise pode favorecer
sua candidatura. A estratégia é manter Moraes e decisões do STF no discurso e
na propaganda eleitoral, evitando ataques à Corte como instituição. Nos
bastidores, a linha é resumida pela expressão “Lula é Moraes”.
Ao
mesmo tempo, a campanha do senador teme os desdobramentos da investigação sobre
o filme “Dark Horse”. A preocupação aumentou com a volta de Andrei Rodrigues ao
comando da Polícia Federal e a possibilidade de novas medidas contra pessoas
ligadas à produção, entre elas integrantes da produtora e o deputado Mario
Frias.
Na
campanha de Lula, parte dos aliados considera que a associação com Moraes pode
trazer desgaste eleitoral e defende uma posição mais enfática diante da crise.
O governo, porém, já entrou institucionalmente no caso ao recorrer contra o
afastamento da cúpula da PF. Lula também defendeu a quebra completa do sigilo
das investigações do caso Master, sem citar Moraes.
Com
informações do g1







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