O
grupo do ministro Alexandre de Moraes no STF concentra pressão sobre Kassio
Nunes Marques em uma disputa que envolve o comando do Tribunal Superior
Eleitoral e a futura sucessão no Supremo. Segundo a coluna de Malu Gaspar, no O
Globo, o objetivo neste momento não seria abrir uma investigação contra Nunes
Marques, mas enfraquecer sua posição no TSE e evitar mudanças na linha
sucessória da Corte.
Pelo
rodízio de antiguidade, Moraes deve assumir a presidência do STF em setembro de
2027, tendo Nunes Marques como vice. Nos bastidores, aliados de Moraes
consideram o cenário especialmente relevante diante da possibilidade de mudança
na composição do Senado após as eleições e de eventual avanço de pedidos de
impeachment contra ministros.
A
pressão aumentou depois que Nunes Marques passou a ser citado em revelações
relacionadas ao Banco Master. Mensagens atribuídas a executivos do banco
mencionam pagamentos envolvendo pessoas próximas ao ministro e um contrato de
advocacia que poderia chegar a R$ 427 milhões em honorários. Nunes Marques
também se declarou impedido e não participou da sessão do STF do último dia 15
sobre a possibilidade de investigação da relação entre Moraes e Daniel Vorcaro.
A
disputa também chegou ao TSE. Segundo a coluna, aliados de Moraes pretendem
usar as suspeitas envolvendo Nunes Marques para questionar sua atuação à frente
da Justiça Eleitoral e sustentar eventuais intervenções do STF em decisões do
tribunal. Gilmar Mendes entrou no embate no sábado (19), quando cobrou
publicamente imparcialidade da Justiça Eleitoral e afirmou que o Supremo
continuará exercendo sua função de supervisão.
A
movimentação contra Nunes Marques, porém, antecede o caso Master. Em 2023,
aliados de Moraes já discutiam nos bastidores uma forma de impedir que ele
assumisse uma vaga de ministro titular no TSE. A articulação não avançou, e
Nunes Marques posteriormente assumiu a Corte Eleitoral.







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