Reportagem do
Tribuna do Norte de hoje traz uma ampla matéria sobre a denúncia feita
pelo Ministério Público contra a prefeita Micarla de Sousa (PV), que
levou ao seu afastamento do poder, por via judicial.
As informações que vêm à tona, da
investigação desencadeada no início deste semestre, sob a denominação de
“Operação Assepsia”, é de causar embrulho no estômago e revolta.
Em um dos trechos, a matéria relata que
o MP aponta R$ 65 milhões como a soma da propina recebida por Micarla e
seu então marido, Miguel Weber, referentes apenas à “terceirização da
saúde”.
Diz um dos trechos da matéria:
“[Micarla de Sousa] sempre deteve o
comando das negociações realizadas pelo grupo criminoso estruturado no
âmbito do Poder Executivo Municipal”, relatou o MPE.
O procurador Manoel Onofre, que assina a
denúncia, observa que a chefe do Executivo afastada requereu em
diversos momentos, benesses do suposto esquema, o que o levou a
concluir que Micarla de Sousa vinha administrando a cidade de maneira
“irresponsável, a seu bel-prazer, fazendo com que a máquina pública
trabalhe a seu favor e de alguns apaniguados, sem qualquer compromisso
com o bem-estar da população”.
As provas mais contundentes foram
colhidas de interceptações em e-mails e da busca e apreensão ocorrida
na residência do ex-secretário do Planejamento, Antônio Luna. O suposto
esquema, ainda segundo o MPE, tinha cofre específico – as propinas
cobradas nos contratos de terceirização da saúde, as quais já teriam
atingido a impressionante marca dos R$ 65 milhões.
Por meio dos grampos e interceptações,
foi possível descortinar a conturbada vida financeira da prefeita
afastada – em um diálogo de Luna e Assis Viana se discutia como
viabilizar recursos para tirar do vermelho a conta da chefe do
Executivo no Banco do Brasil, cujo saldo negativo já ultrapassava os R$
37 mil.
“Ela disse que era preciso resolver até o meio-dia”, alertava Viana ao ex-titular da Sempla.
Na casa de Antônio Luna, foram
encontrados boletos bancários, extratos de cartões de crédito, enfim,
pelo menos duas planilhas mensais de gastos da então prefeita, de onde
se concluiu a despesa mensal em torno de R$ 140 mil a R$ 190 mil, como
antecipou a TRIBUNA DO NORTE.
Ao declarar o imposto de renda, no
entanto, Micarla de Sousa apresentou uma renda anual de R$ 338 mil/ano,
o que dá R$ 28 mil/mês.
Por Carlos Santos
Por Carlos Santos








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