O
mês de janeiro registrou 267 Municípios com risco de incidência de
dengue em todo o País, entre eles as capitais do Tocantins, Palmas, e de
Rondônia, Porto Velho. No mesmo período do ano passado, esse número era
de 146. Os dados constam do levantamento Índice Rápido de Infestação
por Aedes Aegypti (Liraa) divulgado nesta segunda-feira, 25 de fevereiro, pelo Ministério da Saúde.
O
levantamento mostra ainda que também cresceu o número de Municípios em
situação de alerta para a incidência de doença. Eles passaram de 384
para 478. As cidades de Belém (PA), Fortaleza (CE) e do Rio de Janeiro
(RJ) estão nessa lista.
A pesquisa é feita em 983 Municípios com base nos os focos de reprodução do Aedes Aegypti,
mosquito transmissor da dengue, encontrados. O Liraa permite que cada
Município tenha uma fotografia de onde está o mosquito e [deve] combinar
isso com aquilo que pode salvar vidas, esclarece o Ministério da Saúde.
O
Brasil, com 204.650 casos de dengue, registrou nas sete primeiras
semanas de 2013 um índice de 105,5 casos da doença por 100 mil
habitantes, enquanto no mesmo período de 2012 foram 36,3. A região
brasileira com maior incidência da doença em 2013 é o Centro-Oeste, que
apresentou 561,4 casos por 100 mil habitantes. A Região Nordeste, com 22
casos por 100 mil habitantes, foi a que teve a menor incidência.
Mato
Grosso do Sul, com o maior número de casos do Brasil, Minas Gerais,
Goiás, São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná, Mato Grosso e Espírito Santo,
com 173.072 registros, concentraram 84,6% dos casos nas sete primeiras
semanas de 2013. Mato Grosso do Sul também tem a maior incidência da
doença, 1.677,2 casos por 100 mil habitantes.
Comparando
as primeiras sete semanas do ano de 2012 com 2103, o número de casos
graves caiu 44% (de 577 para 324). No mesmo período, o numero de mortes
caiu 20% (41 para 33).
De
acordo com o Levantamento de Índice Rápido de Infestação por Liraa, o
lixo urbano foi o local com maior número de focos do mosquito da dengue
nas regiões Norte (46,1%), Centro-Oeste (43%) e Sul (44%). No Nordeste
76% dos focos foram encontrados no armazenamento de água.
Por CNM








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