Em pleno ano eleitoral, o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), tem dado sinais claros de prioridade ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), enquanto temas caros à oposição ficam em segundo plano. Nos primeiros movimentos de 2026, o comando da Casa tem buscado evitar embates e manter uma agenda alinhada às pautas do Executivo.
Na primeira reunião de
líderes do ano, realizada na quarta-feira (28), ficou acordado que a Câmara não
deve iniciar os trabalhos com propostas polêmicas. A expectativa é de um ritmo
mais lento até o Carnaval, período em que o Congresso tradicionalmente esvazia.
Ainda assim, Motta afirmou que pretende votar já na próxima semana a Medida
Provisória do Gás do Povo e o projeto que cria o Instituto Federal do Sertão
Paraibano, ambos de interesse do governo.
O presidente da Câmara
também se reuniu com o ministro da Justiça, Wellington César, e sinalizou apoio
à votação da PEC da Segurança Pública após o Carnaval, uma das principais
prioridades do Planalto e que tramita no Congresso desde 2024. Além disso, Motta
tem acompanhado Lula em eventos oficiais, como a sanção da segunda lei que
regulamenta a reforma tributária, reforçando a aproximação institucional com o
Executivo.
Em contraste, o deputado
tem evitado se posicionar sobre assuntos ligados à oposição. Motta não
comentou, por exemplo, a transferência do ex-presidente Jair Bolsonaro para o
presídio da Papuda, nem a decisão de Bolsonaro de não apoiar uma eventual
candidatura presidencial de Tarcísio de Freitas, governador de São Paulo e
filiado ao Republicanos. O silêncio reforça a leitura, nos bastidores, de que a
presidência da Câmara aposta em uma relação mais estável com o Planalto neste
início de ano legislativo.
Com informações do
Metrópoles








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