Derrotado nas urnas e sem
mandato, o ex-senador José Agripino Maia parece longe de deixar o centro das
decisões políticas no Rio Grande do Norte. Pelo contrário: continua dando as
cartas — e com força.
Nos bastidores, é
apontado como o principal articulador da movimentação que levou o Republicanos
para o grupo do prefeito de Mossoró e candidato ao governo Alysson Bezerra,
hoje visto como o nome apoiado por Agripino.
A jogada teria endereço
certo. A entrega do partido ao grupo de Alysson é interpretada como represália
à movimentação da vereadora Nina Souza, que deixou o União Brasil e caminha
para o Partido Liberal, além do posicionamento do prefeito de Natal, Paulinho
Freire, que optou por apoiar Álvaro Dias ao governo.
O que mais chama atenção
é o contraste: mesmo após sucessivas derrotas eleitorais, Agripino segue com
forte influência sobre decisões estratégicas, controlando o União Brasil no
estado e interferindo diretamente em outras siglas.
A pergunta que ecoa nos
bastidores é inevitável — como um político “aposentado” pelo eleitor continua
com tanto poder? A resposta, ao que tudo indica, passa longe das urnas e se
mantém viva nas articulações de bastidores, onde, aparentemente, Agripino ainda
joga — e pesado.








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