A movimentação da corrente Articulação de Esquerda, ligada à deputada federal Natália Bonavides (PT), ao defender a substituição do pré-candidato ao Senado Rafael Motta (PDT) por um nome do PSOL, abriu uma nova frente de tensão no campo governista do Rio Grande do Norte. A proposta foi apresentada pela corrente petista, que tem Natália como uma de suas principais lideranças no Estado.
Nos
bastidores da esquerda, a iniciativa é vista por alguns setores como uma
decisão que tende a aprofundar divisões internas justamente em um momento em
que a prioridade seria ampliar a unidade em torno da chapa encabeçada por Cadu
Xavier.
Também
há avaliações de que o episódio pode acabar fortalecendo politicamente Rafael
Motta, ao colocá-lo no centro do debate sobre a composição da chapa
majoritária. Essas avaliações, no entanto, representam interpretações políticas
e não um fato comprovado.
Outra
preocupação manifestada por integrantes do campo progressista é que o desgaste
provocado pela discussão possa atingir a candidatura de Samanda Alves ao
Senado, ao expor divergências internas e desviar o foco da campanha.
A
corrente Articulação de Esquerda sustenta que a proposta busca uma chapa com
maior identidade programática entre PT e PSOL, enquanto o PSOL, por sua vez, já
sinalizou que pretende manter candidatura própria ao Governo e ao Senado.
Do Robson Pires








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