O
Governo do Rio Grande do Norte registrou uma frustração de R$ 722,1 milhões na
arrecadação prevista para o primeiro semestre, conforme dados publicados no
Demonstrativo das Metas Bimestrais de Arrecadação da Receita Ordinária do
Tesouro no Diário Oficial do Estado do dia 5 de setembro.
O
maior impacto veio do Fundo de Participação dos Estados (FPE), que ficou R$
509,8 milhões abaixo da meta. Também houve insuficiência em rubricas como IRRF
(R$ 112,7 milhões), royalties do petróleo (R$ 54,8 milhões), ICMS (R$ 43,9
milhões), IPVA (R$ 20,3 milhões) e IPI-Exportação (R$ 2,3 milhões),
parcialmente compensadas por excessos em receitas como aplicações financeiras e
ITCD.
Diante
do cenário fiscal, a gestão estadual anunciou um pacote de contenção que impõe
a redução de 25% nas despesas de custeio dos órgãos e entidades até dezembro,
atingindo serviços essenciais como energia elétrica, água, telefonia, limpeza e
aluguéis. Os órgãos públicos têm até o dia 14 de outubro para apresentar
propostas de corte e enviar à Secretaria de Estado da Fazenda (Sefaz) a
programação financeira mensal de obras contratadas.
Contingenciamento
e Suspensão de Atos
O
decreto estabelece a proibição de novas despesas e atos até 31 de dezembro, o
que inclui: nomeação de servidores (exceto reposições essenciais em saúde,
educação e segurança ou por determinação judicial), concessão de reajustes ou
aditivos contratuais e novas locações, pagamento de indenizações por
licença-prêmio na aposentadoria e emissão de passagens e diárias, com ressalvas
àquelas que possuírem justificativas pontuais.
Expectativa
de Economia
A
Controladoria-Geral do Estado (Control-RN) projeta que a medida gere uma
economia entre R$ 120 milhões e R$ 170 milhões no período de quatro meses. A
controladora-geral, Luciana Daltro, ressalta que o montante é preliminar e será
refinado após a entrega dos planos pelas unidades.
Daltro
pontua que eventuais excepcionalidades exigirão justificativas detalhadas e
documentadas, comprovando o interesse público, a indispensabilidade do gasto e
o risco de prejuízo à continuidade dos serviços para a população. “O objetivo
não é promover cortes indiscriminados, mas reduzir aquilo que pode ser revisto
sem comprometer os serviços essenciais”, afirma.
Com
informações da Tribuna do Norte







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