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terça-feira, 11 de agosto de 2026

Samanda de Lula foi quem mais cresceu na corrida pelo senado, aponta pesquisa Metadata

Na disputa pelo Senado realizada pelo Instituto Metadata/Dial, na modalidade estimulada, estes são os números considerando a soma do primeiro e do segundo votos dos entrevistados:

Styvenson Valentim – 19,6% (tinha 20,0% em junho e 21,9% em maio)

Zenaide Maia – 13,6% (tinha 12,2% em junho e 15,0% em maio)

Rafael Motta – 10,3% (tinha 9,3% em junho e 12,4% em maio)

Samanda de Lula – 8,7% (tinha 3,9% em junho e 4,8% em maio)

Coronel Hélio – 7,0% (tinha 5,9% em junho e 4,7% em maio)

Tércio Tinôco – 1,9%

Sandro Pimentel – 1,6%

Professor Guilherme – 1,3%

Rosália Fernandes – 1,1%

Sonia Godeiro – 1,0%

Luciana Mandu – 0,9%

Branco/Nulo/Nenhum – 9,3%

Nenhum dos citados – 7,2%

Não sabe – 16,4%

Análise:

Samanda é quem apresenta o maior crescimento, enquanto Coronel Hélio também mantém uma trajetória de alta. Samanda saltou de 3,9% em junho para 8,7% em agosto, mais que dobrando sua intenção de voto e se aproximando de Rafael Motta.

Hélio, por sua vez, registra crescimento nas três pesquisas: tinha 4,7% em maio, passou para 5,9% em junho e agora chega a 7,0%. Entre os cinco principais nomes, são os dois movimentos de alta mais claros apresentados pela sequência de levantamentos.

Styvenson segue na liderança, mas registra queda na comparação com maio. Ele passou de 21,9% naquele mês para 20,0% em junho e agora aparece com 19,6%. Apesar de continuar na primeira colocação, acumula uma redução de 2,3 pontos percentuais no período.

Zenaide Maia e Rafael Motta, por outro lado, cresceram em relação à pesquisa de junho, mas ainda permanecem abaixo dos índices que registravam em maio.

terça-feira, 21 de julho de 2026

Lula avalia faltar a debates no 1º turno para evitar embate com adversários

O presidente Lula (PT) avalia não participar dos debates televisivos durante o primeiro turno da eleição, segundo reportagem da Folha de S.Paulo. A possibilidade divide integrantes da cúpula do PT.

Segundo aliados ouvidos pela reportagem, Lula, considerado por eles o principal nome da esquerda na disputa, poderia ficar mais exposto a ataques de candidatos de oposição durante os confrontos.

Entre os nomes cotados na oposição estão Flávio Bolsonaro (PL), Ronaldo Caiado (PSD), Romeu Zema (Novo) e Renan Santos (Missão).

Outro grupo dentro do PT defende que Lula participe dos debates para utilizar o espaço de exposição e enfrentar diretamente seus principais adversários, especialmente Flávio Bolsonaro.

A legislação eleitoral determina que as emissoras convidem candidatos de partidos com mais de cinco representantes no Congresso. O Supremo Tribunal Federal (STF) definiu que o cálculo considera a composição eleita em 2022.

A reportagem também aponta que uma eventual ausência de Lula poderia afetar a estratégia de outros candidatos em relação aos debates. O primeiro encontro tradicionalmente realizado pela Band está marcado para 16 de agosto, mesma data prevista para o lançamento oficial da candidatura de Lula em São Bernardo do Campo (SP).

Lula já adotou estratégia semelhante em 2006, quando buscava a reeleição e decidiu não participar dos debates no primeiro turno. Em 1998, Fernando Henrique Cardoso também não compareceu aos confrontos antes de vencer a eleição no primeiro turno.

Segundo a Folha, aliados do presidente afirmam que a decisão ainda não foi tomada e que a presença nos debates poderá ser analisada caso a caso durante a campanha.

terça-feira, 19 de maio de 2026

Em ano eleitoral, Lula lança programa de R$ 30 bilhões para motoristas de apps e taxistas

O presidente Lula (PT) lança nesta terça-feira (19) o programa Move Aplicativos, que prevê uma linha de crédito voltada a motoristas de aplicativo e taxistas. Segundo o governo, o programa contará com até R$ 30 bilhões em recursos do Tesouro Nacional.

O valor será repassado ao BNDES, responsável por operacionalizar as linhas de financiamento por meio da rede bancária, conforme informações do Poder360.

A linha de crédito permitirá financiamento de veículos de até R$ 150 mil. O prazo poderá chegar a 72 meses, com carência de até seis meses. As taxas de juros devem ficar abaixo da Selic, atualmente em 14,5% ao ano.

Segundo o governo, há demanda reprimida por veículos entre profissionais da área. Já entidades do setor automotivo e representantes da indústria avaliam impactos da medida e defendem critérios sobre o uso dos recursos, incluindo possíveis restrições para veículos importados.

Condições e critérios

Para motoristas de aplicativo, a taxa prevista é de cerca de 0,99% ao mês (12,55% ao ano). Já para taxistas, a estimativa é de 0,95% ao mês (11,40% ao ano), segundo apuração de jornalistas do Estadão.

O governo avalia exigir comprovação mínima de 100 corridas nos últimos 12 meses para motoristas de aplicativo. A proposta ainda é discutida e pode ser ajustada após negociação com representantes da categoria.

quarta-feira, 21 de janeiro de 2026

Trump afirma que Conselho de Paz pode substituir a ONU e critica atuação da organização

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta terça-feira (20) que o Conselho de Paz criado por seu governo pode substituir a Organização das Nações Unidas (ONU). Em declarações à imprensa, Trump voltou a criticar a entidade internacional, classificando-a como ineficaz na resolução de conflitos globais.

“A ONU simplesmente não tem sido muito útil. Sou um grande fã do potencial da ONU, mas ela nunca esteve à altura do seu potencial”, disse o presidente, durante uma coletiva que marcou um ano de seu retorno à Casa Branca. Segundo Trump, a organização falhou em conflitos que ele afirma ter resolvido sem qualquer participação do organismo internacional.

O Conselho de Paz foi instituído no contexto do acordo articulado por Trump para encerrar a guerra entre Israel e Hamas na Faixa de Gaza. Nesta semana, o presidente norte-americano enviou convites a diversos líderes mundiais para integrar o novo painel, incluindo o presidente da Rússia, Vladimir Putin. A iniciativa, no entanto, tem dividido opiniões no cenário internacional.

O presidente da França, Emmanuel Macron, já sinalizou que não aceitará o convite, alegando dúvidas sobre o papel e a abrangência do conselho. Mais cedo, o chefe de assuntos humanitários da ONU, Tom Fletcher, reagiu às declarações de Trump e afirmou que a organização não será substituída. “Está claro para mim, e para meus colegas também, que as Nações Unidas não vão a lugar nenhum”, disse em entrevista à CNN.

Com informações da CNN

quinta-feira, 2 de outubro de 2025

Relações entre Álvaro Dias e Rogério Marinho estão cada vez mais próximas

Andam mais próximas do que se imagina as articulações entre o ex-prefeito de Natal, Álvaro Dias, e o senador Rogério Marinho. Há quem aposte que tê-los numa mesma chapa majoritária seria do agrado do prefeito Paulinho Freire.

Mas Paulinho não pode esquecer um detalhe: seu compromisso para o governo do RN é com Álvaro Dias, que foi o grande responsável pela sua eleição à Prefeitura de Natal. Quando ninguém acreditava em Paulinho, com apenas 5% nas pesquisas, foi Álvaro quem entrou em campo, bancou sua candidatura e o levou à vitória já no primeiro turno.

sábado, 27 de setembro de 2025

Barroso diz que STF deve avaliar reação contra sanções dos EUA

O presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), ministro Luís Roberto Barroso, disse nesta sexta-feira (26) que a Corte não descarta uma reação contra as sanções determinadas pelo Governo dos Estados Unidos contra integrantes do tribunal.

Perguntado sobre como as sanções foram recebidas pelos ministros, Barroso disse que aguarda o fim do julgamento sobre a trama golpista para avaliar o caso.

O núcleo 1, formado pelo ex-presidente e mais sete aliados, já foi condenado. Os núcleos 2, 3 e 4 devem ser julgados até o fim deste ano.

“A ideia é esperar acabar o julgamento para pensar em qualquer eventual medida, seja política ou judicial”, afirmou.

Até o momento, pelo menos oito ministros do Supremo já foram alvo de sanções do governo do presidente americano, Donald Trump, incluindo a suspensão de vistos de viagem e a aplicação da Lei Magnitsky.

Além de Barroso, foram alvo de Trump os ministros Edson Fachin, Cármen Lúcia, Flávio Dino, Cristiano Zanin, Gilmar Mendes, Dias Toffoli e Alexandre de Moraes, relator dos processos da trama golpista, e a mulher dele, a advogada Viviane Barci de Moraes.

Nunes Marques e André Mendonça, nomeados por Bolsonaro, e Luiz Fux não foram alvo de sanções.

R7

quarta-feira, 24 de setembro de 2025

Decisão em Pedra Grande abre precedente: outros prefeitos podem ser cassados

O município pode enfrentar novas eleições depois que a Justiça Eleitoral decidiu cassar os diplomas do prefeito Pedro Henrique de Souza Silva e do vice-prefeito Agrício Pereira de Melo. A decisão, que ainda cabe recurso, se baseia em suposto abuso de poder político e econômico durante o evento “Verão da Gente”, promovido em janeiro de 2024.

Segundo o processo, a festa — que custou mais de R$ 2,6 milhões aos cofres públicos — teria sido transformada em um palanque eleitoral. Em determinado momento, o cantor Wesley Safadão puxou um coro de “Já ganhou, tan-tan-tan” em apoio ao gestor. É preciso destacar, no entanto, que a fala partiu do artista por conta própria, sem vinculação direta ao prefeito.

Não pode prosperar o pedido de cassação com base apenas em manifestações como essa. Caso essa interpretação vire regra, muitos prefeitos do RN correm risco de perder seus mandatos. Em Mossoró, por exemplo, artistas chegaram a chamar o prefeito de “futuro governador” — e ele é pré-candidato ao cargo.

segunda-feira, 22 de setembro de 2025

EUA sancionam esposa de Alexandre de Moraes pela Lei Magnitsky

Os Estados Unidos divulgaram sanções contra Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes, nesta segunda-feira (22).

O anúncio foi feito no site do Departamento do Tesouro dos Estados Unidos. As medidas foram aplicadas contra a empresa LEX – Institutos de Estudos Jurídicos, da qual Viviane e os filhos são sócios.

Em julho, o governo americano anunciou a aplicação da Lei Magnitsky contra Alexandre de Moraes. A medida impõe sanções econômicas, com base em alegações de “prisões arbitrárias” e “restrições à liberdade de expressão”.

Moraes é relator de ações penais no STF, incluindo as que investigam o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) por tentativa de golpe de Estado.

O secretário do Tesouro, Scott Bessent, afirmou que Moraes atua como “juiz e júri” em uma “caça às bruxas ilegal” contra cidadãos e empresas brasileiras e americanas:

De Moraes é responsável por uma campanha opressiva de censura, detenções arbitrárias que violam os direitos humanos e processos politizados – inclusive contra o ex-presidente Jair Bolsonaro. A ação de hoje deixa claro que o Tesouro continuará a responsabilizar aqueles que ameaçam os interesses dos EUA e as liberdades de nossos cidadãos.

CNN Brasil

quarta-feira, 17 de setembro de 2025

Ministro de Lula reage a avanço da anistia: “Atenta contra os Poderes”

Um dos ministros mais próximos do presidente Lula, Márcio Macêdo, da Secretaria-Geral da Presidência da República, reagiu ao avanço do projeto de anistia na Câmara dos Deputados.

Em conversa com a coluna do Paulo Cappelli nesta quarta-feira (17), o ministro comparou uma eventual anistia a um atentado contra a harmonia dos Poderes e argumentou que a medida seria inconstitucional.

“Os agentes públicos, financiados com dinheiro público, conspiraram contra a democracia, contra a Constituição e contra a liberdade do povo. Essas pessoas fizeram isso e geraram provas contra elas próprias. Há assim uma vasta comprovação dos atos criminosos praticados”, argumentou Macêdo.

O ministro prosseguiu: “Houve um julgamento, que respeitou o devido processo legal, o amplo direito de defesa, a garantia do contraditório. Foi um julgamento que fortaleceu a democracia brasileira. Então, a anistia é inconstitucional e atenta contra a harmonia entre os Poderes”.

O ministro concluiu citando pesquisas de opinião:

“Uma anistia não é um bom recado para o povo brasileiro, que, em sua maioria, segundo as mais recentes pesquisas, demonstrou ser contra esse projeto e também mostrou sua aprovação ao julgamento conduzido pelo STF”.

Em reunião com líderes de partidos, o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos), prometeu pautar para esta quarta-feira a votação do requerimento de urgência envolvendo o projeto de lei, capitaneado pela oposição, que busca anistiar Jair Bolsonaro e outros condenados por um suposto golpe de Estado.

Metrópoles – Paulo Cappelli

segunda-feira, 8 de setembro de 2025

Gleisi convoca ministros do Centrão para reunião e tenta barrar anistia a condenados pelo 8 de Janeiro

A ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, marcou para a manhã de hoje uma reunião com ministros de partidos do Centrão no Palácio do Planalto para tratar de estratégias contra a aprovação de um projeto de lei de anistia a envolvidos nos supostos atos golpistas.

A expectativa é que participem ministros de MDB, PP, União Brasil, PSD e Republicanos. Todos os ministros que têm relação próxima com as bancadas na Câmara e no Senado foram convidados, e o encontro também deve contar com a participação de ministros de partidos da esquerda, como o próprio PT, PSB e PDT e dos líderes do governo no Parlamento.

A Câmara ampliou nos últimos dias a pressão para o projeto, que pode beneficiar o ex-presidente Jair Bolsonaro e anular uma eventual condenação dele no caso da suposta trama golpista.

As cúpulas nacionais de PP, União Brasil e Republicanos apoiam abertamente um texto que pode ajudar Bolsonaro, e suas bancadas na Câmara contam com o apoio majoritário para fazer a iniciativa andar.

Por sua vez, no PSD, integrantes da cúpula do partido dizem que o cenário é de divisão, em que o apoio e a rejeição à anistia tem níveis similares dentro da bancada na Câmara. No MDB, apesar de integrantes da cúpula nacional sinalizarem contra, há apoios dentro das alas do partido no Sul e Centro-Oeste.

Há uma pressão do PL para que a anistia inclua a reversão da inelegibilidade de Bolsonaro, mas o pedido tem sofrido resistência em parte das siglas do Centrão, que preferem centrar esforços em perdoar a possível condenação na trama golpista.

Dentro desse cenário, o governo quer usar os ministros desses partidos para reduzir o apoio que a proposta possui hoje no Congresso. A ideia é cobrar os auxiliares, alguns deles deputados e senadores licenciados, para atuarem internamente dentro das bancadas para impedir que haja um apoio consolidado que faça com o que o texto seja pautado.

Integrantes do governo falam sob reserva que há mesmo um cenário muito consolidado nos partidos para o apoio à anistia e que isso se deve também a uma insatisfação com o governo. A avaliação é que o Palácio do Planalto precisa solucionar alguns entraves, como, por exemplo, acelerar o ritmo de liberação de emendas, para apaziguar a pressão para aprovar o projeto demandado por bolsonaristas.

A reunião organizada por Gleisi tem como tema a discussão das pautas prioritárias do governo no Congresso para o segundo semestre, como o projeto que isenta quem ganha até R$ 5 mil do Imposto de Renda, a Propostas de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública e medidas provisórias que estão perto de perder a validade. Apesar disso, a anistia deve ser o tema principal.

O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), tem dado sinais trocados sobre o assunto. Ele se reuniu na semana passada com o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), para tratar do tema. Tarcísio tem sido estimulado por partidos do Centrão a ser candidato a presidente em 2026 e usar o mote da anistia como uma maneira de acenar a Bolsonaro e ter seu apoio para a disputa do ano que vem.

Do Robson Pires

sexta-feira, 15 de agosto de 2025

EUA afirmam ter apreendido US$ 700 milhões em bens de Maduro

A embaixada dos Estados Unidos em Caracas anunciou na quarta-feira, 13, que, segundo a procuradora-geral do país, Pam Bondi, foram apreendidos US$ 700 milhões (quase R$ 3,8 bilhões) em bens do presidente venezuelano, Nicolás Maduro.

Segundo ela, a ação se justifica pela operação contínua do “crime organizado” do regime chavista. “Isso é crime organizado. Não é diferente da máfia, e os bens relacionados a Maduro somam mais de US$ 700 milhões que já apreendemos; no entanto, seu reinado de terror continua”, explicou.

“Esses bens (de Maduro) incluem dois aviões multimilionários, várias casas, uma mansão na República Dominicana, várias casas multimilionárias na Flórida, uma fazenda de cavalos, automóveis — nove veículos, acredito — milhões de dólares em joias e dinheiro”, afirmou Bondi.

VEJA

quinta-feira, 31 de julho de 2025

Lula deve tentar encontro com Trump em setembro, dizem aliados

A próxima visita de Lula aos Estados Unidos está programada para setembro, durante a Assembleia Geral da ONU. Durante esta viagem, existe a possibilidade de um encontro presencial com Donald Trump, segundo informações de ministros envolvidos nas articulações iniciais.

A estratégia de Lula em relação ao contato com Trump tem sido cautelosa. O brasileiro tem evitado fazer ligações telefônicas para não correr o risco de não ser atendido, aguardando um cenário mais favorável para um encontro presencial.

Tensões comerciais e expectativas

O momento atual é marcado por tensões comerciais entre os dois países, com destaque para a recente questão da taxação de produtos. No entanto, o Palácio do Planalto já considera uma vitória o adiamento do prazo para início das novas tarifas, que passou do dia 1º para o dia 6, permitindo mais tempo para negociações.

Existe uma preocupação significativa no governo brasileiro quanto ao formato do possível encontro. Há receio de que a reunião possa se transformar em um episódio similar ao que ocorreu entre Trump e Vladimir Zelensky, que resultou em um confronto público transmitido mundialmente.

O discurso planejado por Lula na Assembleia da ONU deve manter o tom de defesa do multilateralismo e das relações comerciais entre países utilizando suas próprias moedas, uma posição que tradicionalmente gera atritos com os interesses americanos.

Apesar disso, a expectativa é de que as negociações possam avançar até setembro, possibilitando um ambiente mais favorável para o encontro entre os dois.

CNN

terça-feira, 29 de julho de 2025

No palanque, desarmado, Lula desdenha, ironiza e vê a derrota arrasadora das tarifas chegando

Ao dizer, quatro dias antes do “dia D”, que vai esperar a sexta-feira para decidir sobre medidas de socorro aos setores e empresas mais duramente atingidas pelo tarifaço de Donald Trump, o presidente Lula deixou uma pergunta que não quer calar: o que ele está esperando? O resultado de alguma negociação sigilosa? Um recuo nos 50%, que Trump nega? Ou simplesmente o tsunami chegar?

Lula não desce do palanque, e não para de fazer provocações e ironias contra Trump e os EUA, desde que a Genial/Quaest detectou que a popularidade dele subiu e a de Jair Bolsonaro caiu com a ameaça de tarifaço e as cartas mal-ajambradas do presidente norteamericano. Logo, uma segunda dúvida é onde Lula quer chegar. À sexta-feira, com uma negociação bem-sucedida, ou às eleições de 2026, numa posição confortável? Uma coisa pode estar condicionada à outra…

Enquanto o chanceler Mauro Vieira, o vice Geraldo Alckmin, empresários brasileiros e americanos e a comissão de senadores que foi aos EUA conversam muito, articulam muito, não se vê um único sinal, à luz do dia, de que haja reais negociações e, portanto, chances de reduzir os 50%.

Essas negociações e chances deveriam ser até naturais, já que esse percentual é mais que o dobro na guerra de Trump contra o mundo, e o Brasil, apesar de estar no topo das sanções, é deficitário no comércio com os EUA, como Lula está rouco de tanto repetir. Em tese, o tarifaço é para superavitários, não para deficitários.

Se seriam tão naturais, por que inexistem negociações e ninguém acredita em recuo, por mais que Trump, que é um jogador, venha sempre baixando as tarifas no “dia D” com os demais países? Porque a birra com o Brasil não é por causa de comércio, mas sim de política: o processo contra Bolsonaro, bigtechs, o apoio de Lula a Kamala Harris, a camaradagem de Lula com China e Rússia, o Brics como adversário de Washington…Em sendo assim, nem Trump quer ceder, nem Lula age diplomaticamente. As portas e os ouvidos se fecham.

Antes de ir para Nova York, numa derradeira busca de pragmatismo e bom senso, Mauro Vieira enviou um embaixador aos EUA para abrir canais. Até a noite de segunda-feira, porém, não havia motivos para comemoração, só para preocupação com o PIB, os exportadores, os produtos e os empregos.

Os 50% são arrasadores e estão chegando, com Lula saltitante, em campanha, e o Brasil cara a cara com uma derrota que vai lhe custar muito caro. Na reta final, o único consolo é que sexta-feira não será o fim do mundo. A guerra continua e há muito o que negociar, se Trump e Lula adotarem o tom e a disposição de estadistas que não tiveram te agora. É possível? Só vai se saber depois do “dia D”.

Estadão – Eliane Cantanhêde

quinta-feira, 17 de julho de 2025

“Desmoralização do Congresso brasileiro”, diz vice da Câmara sobre IOF

O vice-presidente da Câmara dos Deputados, Altineu Côrtes (PL-RJ), disse nesta quarta-feira (16/7) que a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), de manter, com ajustes, o decreto do governo que reajustou o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) é uma “desmoralização do Congresso brasileiro”.

Altineu deu a declaração enquanto presidia a sessão do plenário da Câmara no lugar do presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB).

Nunca tive postura agressiva e nem terei a nenhuma decisão do STF, mas, como 1º vice-presidente, é uma desmoralização do Congresso brasileiro. […] Quando estiver presidindo a Câmara, não posso aceitar que o povo brasileiro tenha uma decisão, uma falta de respeito ao Congresso Nacional. Nós precisamos tomar atitudes não contra o STF, mas para defender as prerrogativas do Congresso”, declarou.

O vice da Câmara concluiu a fala afirmando que a decisão de Moraes é “lamentável”.

A decisão de Moraes sobre o IOF

Moraes determinou que o decreto do governo tem validade, com exceção do trecho que trata da tributação de operações do risco sacado, revogado pelo ministro. Essa parte do texto já vinha sendo alvo de negociação entre governo e Congresso, e tinha revogação prevista, conforme mencionado pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad, nessa terça (15/7).

O risco sacado é um adiantamento que os bancos concedem a empresários, e que têm essas grandes companhias como garantidoras da operação. A tributação dessa modalidade gerou uma reação negativa do mercado financeiro e do Congresso Nacional.

Metrópoles

terça-feira, 16 de julho de 2024

União Brasil declara apoio a Styvenson para o Governo do RN em 2026 e descarta prefeito de Mossoró

O ex-senador e presidente estadual do União Brasil-RN, José Agripino, confirmou que apoiará o senador Styvenson Valentim (PODEMOS-RN) caso ele decida se candidatar ao governo do Rio Grande do Norte em 2026. Em uma declaração que reforça a força de uma possível candidatura de Styvenson, Agripino elogiou suas qualidades e caráter.

“Styvenson é um homem de bem, que tem coragem, virtudes e defeitos, mas é um homem de bem,” afirmou Agripino, olhando diretamente nos olhos de Valentim, numa clara demonstração de confiança e apoio. Essa aliança entre Agripino e Valentim promete agitar o cenário político do estado, unindo duas figuras de destaque.

Com essa declaração, José Agripino Maia descarta qualquer apoio à candidatura do prefeito de Mossoró (RN), Alysson Bezerra, ao governo do Rio Grande do Norte, algo que havia sido insinuado anteriormente.

terça-feira, 6 de fevereiro de 2024

PSB de Alckmin oficializa saída de bloco de Lira na Câmara

A bancada do PSB na Câmara dos Deputados deixará o bloco partidário que reúne siglas como o PP, de Arthur Lira (AL), e a União Brasil. O pedido de saída foi protocolado, nesta segunda-feira (5), na mesa diretora da Casa. O documento foi assinado por dez dos 14 parlamentares da bancada.

Destinado a Lira, ele é assinado pelo novo líder da legenda, Gervásio Maia (PB). Em abril do ano passado, Lira conseguiu atrair partidos de centro, de direita e da base do governo Lula (PT) para formar o maior bloco da Casa.

Com o PSB, o grupo tinha 176 deputados dos seguintes partidos: PP, União Brasil, PSDB-Cidadania, PDT, Solidariedade, Patriota e Avante.

Segundo membros da legenda, a única decisão tomada, até o momento, é a saída do bloco. Não há definição se o partido irá integrar o segundo maior bloco da Casa, que reúne PSD, MDB, Republicanos e Podemos.

quinta-feira, 10 de novembro de 2022

Bolsa despenca e dólar dispara após discurso de Lula soar como ameaça à estabilidade fiscal

O mercado reage com nervosismo, na tarde desta quinta-feira (10), a declarações do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O petista fez, mais cedo, um discurso com críticas à “estabilidade fiscal”, ao defender que é preciso colocar a questão social na frente de temas que interessam, segundo ele, apenas ao mercado financeiro. O petista também questionou por que ter meta de inflação e não ter meta para o crescimento do PIB.

Por que as pessoas são levadas a sofrerem por conta de garantir a tal da estabilidade fiscal desse País? Por que toda hora as pessoas falam que é preciso cortar gastos, que é preciso fazer superávit, que é preciso fazer teto de gastos? Por que as mesmas pessoas que discutem teto de gastos com seriedade não discutem a questão social neste País?”, questionou, em discurso no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB).

Investidores reagiram automaticamente ao discurso desta quinta-feira (10). Às 16h, o Ibovespa, principal índice da B3, caía 3,56%, aos 109 mil pontos. O dólar estava subindo 3,97% e passou a ser cotado a R$ 5,38 no mercado à vista.

quarta-feira, 4 de maio de 2022

Rafael Motta diz que não querem votar em Carlos Eduardo

O Deputado Federal Rafael Motta que está na corda bamba para se reeleger nas eleições deste ano, quer substituir o “Cirista” Carlos Eduardo Alves, do PDT, que é candidato a Senador na chapa de Fátima Bezerra.

Para isso já tem um discurso afinado como justificativa: ele diz que tem andado bastante, conversado com muita gente e escutado que muitos não querem votar em Carlos.

terça-feira, 3 de maio de 2022

Lula ataca Arthur Lira: “Quer ser o imperador do Japão com semipresidencialismo”

O Solidariedade anunciou oficialmente nesta terça-feira (3) o apoio à pré-candidatura do ex-presidente Lula (PT) à Presidência da República. Na presença de deputados e senadores de diversas legendas, o petista pediu, no evento, atenção às eleições para o Congresso.

Temos que ter conhecimento de uma coisa, se a gente ganhar as eleições e o atual presidente da Câmara continuar com o poder imperial, porque ele já tá querendo criar o semipresidencialismo, ele já quer tirar o poder do presidente para que o poder fique na Câmara e ele aja como o imperador do Japão”, disse em discurso, citando o presidente da Câmara, Arthur Lira (Progressistas).

sexta-feira, 24 de dezembro de 2021

Alckmin encara aliança com Lula como vingança contra Doria, diz coluna

Além da possibilidade de figurar em uma frente ampla para derrotar Jair Bolsonaro (PL) nas eleições de 2022, a aliança com Lula (PT) tem um outro componente para Geraldo Alckmin.

De acordo com apuração da coluna de Guilherme Amado, no portal Metrópoles, a possível candidatura do ex-tucano como vice do petista é também uma forma de se vingar de João Doria, ex-aliano e rival há alguns anos.

De acordo com a publicação, Alckmin avalia que sua união com Lula sepulta a chance de qualquer terceira contra Bolsonaro ou o ex-presidente e, portanto, significaria a derrota de Doria.