Eleito de forma
“inesperada” em 2012, o prefeito de Tangará, Alcimar Germano, após um ano e 10
meses de gestão, não conseguiu resolver as contas públicas do município. E, por
isso, decidiu tomar uma medida “extrema”: decretou estado de calamidade pública
financeira e administrativa na cidade, exonerando cargos comissionados e
rescindindo contratos.
O decreto foi assinado
no dia 10 de outubro e Alcimar explicou que tal situação foi consequência da
queda nos repasses do Fundo de Participação dos Municípios (FPM), mas não só
disso. Afinal, a crise financeira foi agravada quando houve o “sequestro
administrativo da totalidade dos valores das cotas do FPM relativamente aos
débitos com a Previdência Social e com a Receita Federal, e ainda assim
diversos parcelamentos de débitos seguidamente não honrados de contribuições
previdenciárias relativos aos períodos financeiros anteriores ao exercício
2013, junto à Previdência Social e à Receita Federal”.
Segundo Alcimar, o
município estava com dificuldade em manter atualizado a folha de pagamento do
servidores e a dificuldade em “adimplir as obrigações pecuniárias com os
fornecedores desta municipalidade”. Diante disso, Alcimar decretou o estado de
calamidade financeira e administrativa pelo prazo de 120 dias, podendo ser prorrogado
por igual período. “A partir da entrada em vigor deste decreto, passarão todos
os servidores que cumprem jornada de trabalho de oito horas a cumprir uma
jornada de trabalho de seis horas corridas, para efeito de economia
administrativa”.
Jornal de Hoje








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