O Banco Central se recusou a divulgar informações sobre encontros entre o presidente da instituição, Gabriel Galípolo, e o ministro do STF Alexandre de Moraes, alegando riscos à segurança da sociedade e do Estado. O órgão afirmou ainda que não registra discussões ocorridas em reuniões com “altas autoridades da República”, mesmo após pedidos feitos via Lei de Acesso à Informação (LAI).
A informação é da
colunista Malu Gaspar, do jornal O Globo. A decisão contrasta com declarações
públicas do próprio Galípolo, que em dezembro afirmou ter documentado todas as
ações, reuniões e comunicações relacionadas ao caso Banco Master — instituição cujo
negócio com o BRB foi barrado pelo BC. Reportagem revelou que Moraes teria
procurado o dirigente ao menos quatro vezes durante o período em que a operação
estava sob análise do regulador.
Os pedidos de acesso
incluíam listas de encontros presenciais, ligações e contatos virtuais entre
março e dezembro de 2025, além de eventuais registros em atas ou documentos
oficiais. Todos foram negados. O BC também citou a Lei Magnitsky, usada pelo
governo Donald Trump contra o ministro, como justificativa para manter sigilo
sobre as agendas.
Para especialistas em
transparência, a ausência de registros é preocupante e prejudica o controle
público sobre decisões sensíveis. Fontes relataram que Moraes teria defendido a
aprovação do negócio envolvendo o banqueiro Daniel Vorcaro, enquanto o ministro
nega qualquer pressão sobre o Banco Central.
Com informações do Blog
da Malu Gaspar, do O Globo








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